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2016/09/11

Culinária Medieval: sobremesa com Almojávenas



Serões Literários das Cortes, encontro do dia 10 de setembro de 2016. 
A Zaida foi a "estrela" de serviço apresentando o tema "Culinária Medieval" em que nos presenteou com vários acepipes tendo em conta a forma como se comia em momentos de banquete. Algumas entradas e a sobremesa. Esta era constituída por "Almojávenas".
Na foto também se pode ver o casal Vieira da Mota. A propósito, Luis Vieira da Mota  leu um texto ao seu estilo peculiar e de qualidade excecional, que ainda vou ver se consigo transcrever neste espaço.
Desnecessário seria dizer, mas é de justiça acrescentar que, como sempre, o jornalista/Investigador/Editor Carlos Fernandes, coordenador-mor destes Serões Literários, teve intervenções interessantíssimas.
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Segue-se a receita para as almojávenas:


--- Mais fotos: de Clara Marques ---
in Facebook de Carlos Fernandes 




2015/10/25

LUIS PASTOR - Óbidos - Portugal 24out15

           
La Mariposa de Noviembre
Dedicada a Zeca Afonso? e a Saramago?
Até 1m19 fala de Zeca Afonso, Saramago e da desejada mudança do sistema político em Espanha.
Que o PP não gosta dele e faz a apologia da Bandeira Republicana para Espanha.
A canção "La Mariposa de Noviembre"  começa aos 1m20s.



Um grande poema Manifesto Libertário de sua autoria.



Na rua Direita em Óbidos.


 Fiquei encantado por "haber encontrado" LUIS PASTOR. O encantamento com que disse e cantou SARAMAGO"! O seu jovem e entusiástico espírito de revolicionário/Libertário, poeta e cantor!|  Uma voz estupenda, Trouxe dois dos seus discos, um dos quais com poemas de Saramago.

Extraordinário sábado em Óbidos

FOLIO - FESTIVAL LITERÁRIO INTERNACIONAL DE ÓBIDOS

Gastronomia, Literatura, Música, Teatro... 

um sábado em cheio.


Parabéns Óbidos! (vimos por lá Mia Couto, o "Governo Sombra", Maria Rueff num extraordinário monólogo de 1h10m a partir de uma obra de António Lobos Antunes, Mário Laginha Trio e Cristina Branco a cantar Chico Buarque, Luis Pastor a apresentar o seu livro em português/espanhol/CD "Nesta esquina do tempo"; também disse e cantou poemas de Saramago e um extraordinário manifesto Libertário.......)

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Fomos a Óbidos, este sábado, 24 out 2015. Eu, a Zaida e a Maria.
Fizemos a viagem pela manhã e chegámos cerca das 11 horas. Passeámos pela rua Direita, cheia de movimento e fomos almoçar ao restaurante "Pretensioso" perto da igreja de Santa Maria. Uma cozinha excelente: comemos bife de novilho e arroz de pato. Bebemos duas garrafinhas de vinho e uma sobremesa muito saborosa. Tudo com uma apresentação e qualidade que se pode classificar excelente. Ficámos amigos dos donos do restaurante. Compraram a casa onde está o restaurante depois de terem trabalhado 20 e tal anos no Bar do Lagar. 
Acabámos a tirar uma fotografia com a D. Adélia Belo, a cozinheira chefe. E que chefe!





(Aproveitar enquanto é tempo...)
...



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2015/01/31

Decoração duma cozinha em Leiria - 2015


Em Janeiro de 2015 produzi um vídeo em que mostro a decoração da cozinha cá de casa.
Era uma pena não ficar aqui esse registo.
A decoradora não podia deixar de ser senão a Zaida, claro.
O fundo musical é constituído pela canção "La Boheme", cantada e acompanhada ao piano por Dulce Pontes.
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2013/07/14

Zaida, hoje e sempre

A Zaida em Março de 2013 - tertúlia no Soutocico

Amor para sempre

Uma ideia tenho minha
Encantos de juventude
Uma amora madurinha
É esta a nossa virtude

Um amor de longa vida
Zaida é o teu nome
Uma vida assim sentida
Primavera que não some

Versos estes no momento
Falam d’amor para sempre
Com o eterno pensamento
Em ti tão bem presente

Poema com rima vertida
Pudera eu te escrever
Do amor da minha vida
Com a força do meu ser

 António,

Leiria, 21 de Março de 2010

Hoje escrevia o mesmo...
(encontrei este poema numa pen. Antigamente dizia-se, encontrei estas linhas escritas nuns papéis atirados para dentro duma gaveta... sem fundo.)

@as-nunes

2013/06/03

Saudades de Mocambique ...

Shegundo Galarza - Saudades de Mocambique

Saudades, Moçambique!....


Em 1971, a Inês e a Zaida... na Ilha de Moçambique...
Este é um instantâneo dum filme em 8 mm, o operador de câmara, realizador, produtor, guionista, técnico de imagem e som (o som é que era o diabo, este ainda andava com o dito à solta...)...
ah, pois, esse génio do cinema e da fotografia era eu...

2012/06/22

"Aquele riso com que a vida dais", Leiria é, e muito mais...


Regresso ao Largo da Sé
O meu centro de Leiria
As calçadas empedradas
Quantas vezes palmilhadas
Milhares e milhares
Tanto tempo
Tanta gente



Jovens
Escola
Zaida
(será a moura encantada?
na lenda tão badalada?)
Filhos...
...netos...


Dentro de ti ó Leiria
Minha alma fugidia
Vive e revive o dia
Sozinho te reconhecia
Quanta ansiedade sentia


Dentro de ti continua...
A minha vida, Leiria!...
@as-nunes

2010/12/18

Boas Festas - Da Batalha para todo o Mundo, via rádio


Estúdios da rádio Batalha. 11h45. Hoje, programa de Soares Duarte coadjuvado por Zaida Nunes (visíveis na foto-montagem). Tema central: receitas culinárias de Natal, mensagens dos ouvintes, conversas a propósito da época Natalícia que estamos a viver.

A Zaida, para além de participar no programa radiofónico, foi quem confeccionou as filhós acima. Uma delícia, podemos - os que as apreciámos no local - afiançar. Simplesmente uma delícia. E podem crer que não é por ser eu - alegado suspeito de não ser imparcial - a afirmá-lo, aqui e agora. A Zaida tem um dom incontestável para a culinária. A receita penso que é mais ou menso consensual. O segredo está na categoria do/a artista. Os preparativos só posso dizer que são demorados e requerem muita paciência, devoção e muito jeito. Para ficarem com aquele gosto e aspecto, claro está!

Também participei de viva voz na emissão desta Rádio, que transmite desde a bela, histórica e muito carismática cidade da Batalha, para saudar os ouvintes, aproveitar para lhes desejar um Feliz Natal e falar-lhes da minha vivência de Natais passados em Viseu, na minha infância, onde se comia, para além das batatas com bacalhau, arroz de polvo. Uma tradição que se perde na bruma dos tempos.

Muito interessantes, duas histórias relacionadas com esta época:

1- Soares Duarte lembrou (muitos de nós aprendemos) que já Gil Vicente falava das filhós. É do "Auto dos 5 Pastores" que se podem recolher os seguintes versos (a ortografia está actualizada, como é bom de ver):

Comprei farinha de trigo
amassei o meu filhó
e ainda não estava feito
papava-mo a minha avó.


Fiz umas papas de abóboras
por sinal bem meladas.
Lobrigou-mas minha mãe
e foram logo papadas.
-
Fiz uma rápida consulta na Internet. Encontrei esta referência:
Os filhos e as filhós
Eu não sei qual a origem das filhós, como doce. Mas já assim se chamavam no século XVI, pois já Gil Vicente escreveu sobre elas:
mando-vos eu sospirar pola padeira d’Aveiro que haveis de chegar à venda e entam ali desalbardar e albardar o vendeiro senam tever que nos venda vinho a seis, cabra a três pão de calo, filhós de manteiga moça fermosa, lençóis de veludo casa juncada, noite longa chuva com pedra, telhado novo a candea morta e a gaita à porta. Apre zambro empeçarás olha tu nam te ponha eu o colos na rabadilha e verás.
Quanto à etimologia, filhós vem do latim filiola, que significava filha pequena.
Agora, respondendo à pergunta: filhós é tão bom, que todos gostam de comer e ninguém se farta, na noite da consoada, e no dia seguinte.   Por isso é tanto masculino, como feminino, tanto singular, como plural.    Comem todos: o filhós, a filhós, os filhós, as filhós.Há quem use no singular filhó, mas parece-me que está errado.   Nos séculos XIV e XV usava-se filhó por filho, e talvez por detrás desse uso se esconda a origem do bolo.  Não sei! E há também quem use no plural filhoses e também filhozes.   Este plural já entrou no costume, e portanto,segundo os dicionários,  não é errado.
Nos Açores chamam-lhes“malassadas”.   

2- Zaida Nunes falou do conto " O Quebra Nozes e o Rei dos Ratos", de E.T.A. Hoffman. Aliás, esta ideia de se falar da história referida num conto tão célebre, tem a ver, naturalmente, com o conto referido, mas também com o facto de ainda estar em palco em Portugal, o bailado "Quebra Nozes", Música de Pyotr IlYich Thaikovsky, por uma companhia itinerante constituída por solistas dos principais teatros da ex-União Soviética.
Este conto pode ser lido, seguindo este link (aqui).
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2010/03/21

POESIA MIMOSA...

No Centro de Portugal, no lugar de Orgens, como resistir a fotografar este belo efeito? Uma Mimosa a recortar-se numa moradia pintada com cores em tom de amarelo, arredores de Viseu ainda campestres!...
...
Mimosa flor de poesia ramos de um sol perfumado
Dando inicio à primavera desabrocha toda em flor
Como rimas de um poema de um verso tão amado 

Daqueles que fazem chorar ninfas musas de amor
...
( Retirado daqui:  "Mural dos Escritores"; de que passarei a fazer parte a partir de hoje se for aprovada a minha candidatura. Talvez pretensão demasiada, a minha!)

Da janela do meu quarto...todos os dias observo as alterações que o Homem e a Natureza vão provocando nesta idílica paisagem rural...
Mesmo no limite da chamada zona urbana da cidade de Leiria, freguesia da Barreira.
No Adro da Sé de Leiria, num dos próximos passados maravilhosos dias de Sol...
Dá-se o caso singular de, precisamente hoje, a Carolina, ter comemorado 3 aninhos...
Quando esta foto foi tirada, não pensava usá-la num post deste blogue. Mas, vejam a coincidência, talvez algo telúrica: na casa com frontaria de azulejos azuis nasceu em 1863 o grande poeta Acácio de Paiva. Nesta foto podem ver-se a sua sobrinha-neta, Zaida (*), acompanhada de uma sua neta. 
 (clic nas fotos para ampliar)
"...Não.  O poeta procura dialogar com o seu leitor como se em verdadese encontrassem juntos num colóquio ou numa tertúlia de amigos:
... ... ... ... ... ...
Crede: - Leiria é digna de visita.
Não exibe a riqueza deslumbrante
Que cega e oprime, que entontece e grita,
E chega a amedrontar o viandante...
Mas é... como direi?... bem comparada...
         Uma Cidade-Flor!
         É pequenina:
- Mas tão airosa, amável, perfumada,
Como gentil grinalda de menina!
... "
Ler "ACÁCIO DE PAIVA - Um Crédulo Perdulário", de Américo Cortez Pinto, 1968 + Mais informação se pode obter usando no motor de busca deste próprio blogue :"Acácio de Paiva".
(*) Com poesia publicada e muita mais escrita. Talvez que a veia poética de seu tio-avô tenha chegado à sua própria veia, pelo éter, através do Tempo!...
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2009/11/15

TUDO ISTO É VIDA


BÓSNIA-PORTUGAL (18/11/2009)

Portugal rumo à África do Sul!
O Futebol Português tem que voltar a voar mais alto, mais longe, mais forte!...
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(clic para ampliar)
Esta abóbora (4 palmos de bojo e 2,5 de altura), produção das boas terras dos arredores de Leiria, está em cima da mesa da cozinha para ser cortada e usada para fazer sopas e compota. Artes da Zaida, que eu, ai de mim, por minha conta e risco, só com enlatados, pão torrado e ovos estrelados é que poderia subsistir...

O "rapazito" gosta muito de se postar no parapeito da janela da cozinha, sempre que pressente movimento familiar cá dentro.
Apesar de o dia estar agora muito invernoso, de manhã até teve momentos de muita luz, o que aliado ao branco vistoso do nosso gato e do colorido e belo das orquídeas que tanto nos apaixonam, proporcionou este exuberante instantâneo fotográfico.


E assim se vai passando este Domingo chuvoso, a começar a ficar com ar deprimente, de má catadura...


Enfim, tudo isto é Vida!
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2008/06/03

POESIA em TRILOGIA


A Zaida andava a ameaçar que não publicava mais poesia. Pensando melhor e a pedido dos amigos e da família sempre cedeu um pouco e, num repente, vai publicar mais dois livros da Colecção 25 Poemas da Ed. Folheto, terminando com uma "Suave Trilogia". Fico-me por aqui, diz ela. Suavemente...

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CONVITE

Zaida Manuela Esteves Teles e Paiva Santos Nunes

Tem o prazer de convidar V. Exa. para a apresentação dos seus livros

TALVEZ” – Prefácio do Dr. Arménio de Vasconcelos
e
Suave Trilogia” – Prefácio de J. Soares Duarte

que terá lugar no próximo dia 22 de Junho de 2008, pelas 16 horas, no Salão Paroquial da Barreira – Leiria


A apresentação será feita pela Dra. Maria Luísa Soares Duarte

Da sessão constará a actuação do Grupo Coral AdesbaChorus dirigido pelo Maestro Jorge Narciso

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2008/04/01

Nampula, Ilha de Moçambique


O Presidente da República Portuguesa, Prof. Aníbal Cavaco Silva, fez recentemente uma visita por mais um dos países da Lusofonia (no sentido universal do termo) e pelo incremento das relações empresariais entre as duas nações, Portugal e Moçambique. (as fotos da montagem são do site da Presidência da Rapública).

Esta viagem fez-me recordar inevitavelmente dois anos da minha vida. Jovem, militar a cumprir o serviço obrigatório, recém-casado.
Em 13 de Junho de 1969 parti de avião para esta zona, em missão de serviço militar. Como era do SAM, consegui ter comigo a minha mulher, Zaida, e a Inês, minha filha, que nasceu em Nampula em 1 de Setembro de 1969.
Passámos uma semana de férias na Ilha de Moçambique. Uma ilha Índica e lindíssima, habitada por pessoas de diversas culturas e religiões...
Até parece que estou a ver o "Boeing 727" da TAP a partir, em 1971, levando a bordo a Zaida e a Inês (menos de 2 anos de idade), eu a ter que ficar mais 3 meses, lavado em lágrimas, já com saudades, naquele momento redobradas...

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2007/02/14

AMOR para SEMPRE!

Talvez eu esteja a cometer uma inconfidência...talvez!
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Hoje, S. Valentim sussurrou-me ao ouvido. Que talvez não fosse má ideia eu fazer um post no "dispersamente" a sugerir quão importante tem sido para mim o Amor da minha vida.
E vê lá tu, António, - acrescentou - que hoje é o dia a seguir ao teu 60º aniversário. Já reparaste nos anos que dura esta relação tão linda entre voçês, tu e a Zaida? Não penses só em livros, só em árvores, na tua profissão, na (in)segurança social. Deixa passar este dia sem andares a resmungar porque abateram aquela árvore no Jardim ou porque as pessoas/instituições têm alguns comportamentos com os quais não concordas!
Talvez até tenhas razão nalgumas das tuas reclamações!

Pensa também mais em ti!... Já não tens tanto tempo à tua frente como isso! Bem percebi a ansiedade que patenteaste na fotografia do post anterior!...

Descontrai-te, não receies o Tempo. O Amor sobreviverá!...
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Obrigado, S. Valentim pelos teus conselhos!
Obrigado, Zaida, pelo teu Amor!

»»»

Talvez…

Talvez eu devesse guardar o meu sentir;
Talvez eu devesse rasgar o que escrevi;
Talvez, pelo contrário, o devesse mostrar a toda a gente;
Talvez, quem sabe, alguém possa sentir o que eu senti.
Talvez…
Talvez…

(Zaida - versos recentes...)

2006/12/19

Paz na Terra aos Homens de Boa Vontade

In "gatimanhos" (passagem de "O meu pé de laranja lima" de José Mauro de Vasconcelos
"...
Olhei Papai.
O seu rosto barbado, os seus olhos. Só pude falar.
- Papai… Papai…
E a voz foi sendo consumida pelas lágrimas e soluços.
Ele abriu os braços e estreitou-me ternamente.”
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Passando ao post propriamente dito:
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É Natal

Às vezes nestes Natais modernos, com tão poucas lareiras e tão pouco mistério, dou por mim a desejar que algum dos meus netos sinta o esvoaçar da camisinha azul e ganhe para toda a vida a força poética da imaginação.” Rosa Lobato de Faria in “Os Linhos da Avó”

Com que saudades recordo o Natal da minha meninice. O encantamento e a magia andavam no ar. Não havia luzes pelas ruas. Não havia árvores de Natal. Festejava-se o nascimento do Menino Jesus e era Ele que descia pela chaminé e nos deixava, no sapatinho, os presentes tão desejados. Que noite comprida a de 24 de Dezembro! Com que ansiedade esperávamos pelo alvorecer do dia 25! Teria o Menino Jesus escutado os nossos pedidos?
E o cheirinho a filhós e rabanadas fritas pela noite dentro! Que delícia! E o cabrito, o peru… e até o bacalhau parecia muito mais apetitoso pelo Natal!
E era o irmos apanhar o musgo e a construção do presépio. Lindo e todos os anos diferente. Mas sempre, em primeiro plano, a gruta com o Menino Jesus. Afinal era o Seu nascimento que se festejava.
E era a visita ao Convento dos Franciscanos para podermos ver o maravilhoso presépio articulado. Bastava colocar uma moeda e tudo ganhava vida.
Depois importámos o Pai Natal! Simpático velhinho, mas sem a magia do nosso Menino Jesus. Bem que tentei, com os meus filhos, conjugar a magia dos dois: o Pai Natal passou a ser o ajudante do Menino Jesus e vinha deixar um saco com os presentes à porta de casa. Só o mais velho da família, então o meu pai, o podia ver e falar-lhe. O maravilhoso que via nos olhos dos meus filhos e sobrinhos era fantástico!
E começámos a construir também a árvore de Natal, para além do presépio.
Entretanto chegaram os netos. Mas estes Natais modernos pouco ou nada têm de magia e mistério. Pouco têm até de espírito natalício!
Mas mesmo assim continuo a tentar que o mistério não desapareça. Lá vou telefonando ao Pai Natal, que já tem telemóvel, claro… E é também pelo telefone que ele me avisa que vai chegar e que os meninos se têm que retirar da sala para que lá sejam colocados os presentes. E, se bem que não acreditem a 100% nas minhas estórias, o certo é que a incerteza e a ansiedade ainda os dominam. A eles e a mim.
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É Natal

E para aqueles que crêem,
E para os outros também,
Começa e febre das prendas
P’ra todos e p’ra ninguém.

Compram-se prendas pròs filhos
Pròs amigos e prà mãe.
Compram-se até presentinhos
Para os bichinhos também.

É Natal

E por aqueles que crêem,
E pelos outros também,
São espalhadas muitas luzes
Para que lembrem Belém.

Brilham luzes pelas ruas,
Brilham nas lojas, nos lares;
Há mil árvores de Natal,
Músicas se ouvem nos ares.

Mas no coração dos homens,
Apesar de ser Natal,
Dos que crêem e dos outros,
Em vez o bem reina o mal.

Era bom que todos eles,
Acreditem em Deus ou não,
Deixassem que tanta luz
Lhes entrasse no coração.

E se assim fosse, quem sabe?
Houvesse paz afinal.
E teríamos, então, na Terra
O verdadeiro Natal.

Zaida

Itália, 1949. A. Giannetti - Centro Bíblico dos Capuchinhos (Fátima)
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Dia de Natal

Hoje é dia de ser bom.
É dia de passar a mão pelo rosto das crianças,
de falar e de ouvir com mavioso tom,
de abraçar toda a gente e de oferecer lembranças.
……………………………………………………
Dia de Confraternização Universal,
dia de Amor, de Paz, de Felicidade,
de Sonhos e Venturas.
É dia de Natal.
Paz na Terra aos Homens de Boa Vontade,
Glória a Deus nas Alturas.”

António Gedeão

2006/11/22

"O sonho é ver as formas invisíveis" - Fernando Pessoa

A Carolina vem a caminho.
Vou ser, mais uma vez, avô no feminino!
Estou muito contente!
E a avó, toda vaidosa, já foi “pôr a render” algumas economias!
Olhem-me só para isto!...




Do Sonho à Realidade

Em sonhos eu vejo-te
em sonhos eu sinto-te
em sonhos eu oiço-te
em sonhos eu sorrio-te
e tu sorris-me

Em sonhos vejo-te
e já te amo muito
Carolina

E sonho com o dia
em que,
milagre da vida e do amor,
poderei ver-te, sentir-te,
abraçar-te…
e orgulhar-me
de ser novamente
AVÓ.

Zaida