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2017/01/07

A serra em poema


Dizem

Que não é poeta quem quer
Pois eu penso que
Ser poeta é sentir a poesia
Só isso…

Agora apetece-me ser poeta
Apetece-me escrever como
Um poeta
Que já não sabe a idade
Ora se sente jovem e não pensa
Ora pensa antes de escrever
E começa a fazer contas de cabeça

Agora não quero fazer contas
Olho a serra
Aquela linha divisória
D´Aquém e d´Além

A verdade é que essa fronteira
Vê-se
Ali bem em frente
olhando para sudeste
Naquele ponto ínfimo
E no infinito do seu próprio olhar

Como um ´sniper`
Aponto
Preparo-me para disparar

Espero o momento
Mais um pouco de espera
O vento tudo muda
Neste horizonte de janeiro

Agora que já estou a escrever
Olho novamente aquele ponto
Na mira outro momento
A foto fixou outro instante
Um momento irrepetível
Infinitamente intangível
Que me deixou assim
Sensível…

as-nunes
3jan17

2016/11/01

A Serra da Maúnça naquele momento


Passo em frente da janela
Instintivamente
Como um autómato
Olho para a serra mesmo ali
Do outro lado do rio
Ela acena-me como sempre

Desço as escadas
apressadamente
o mais depressa de que sou capaz

não quero perder pitada daquele olhar
mas os segundos passam no tempo
e o momento já é outro
mesmo assim tento capturá-lo
e fingir que é o momento
que queria fixar

quem se vai interessar
por esse momento
gravado no éter
energias bipolares
que julgamos que as conseguimos dominar
que somos capazes de as controlar

eis o momento
o fragmento a seguir
do tempo que já passou


as nunes17-1nov

2014/02/03

A fotografia e o novo Programa e Metas Curriculares de Português para o Ensino Secundário



Publicação de António Nunes.

-
link para o
Programa e Metas Curriculares de Português para o Ensino Secundário:
https://www.facebook.com/l.php?u=https%3A%2F%2Fdrive.google.com%2Ffile%2Fd%2F0BxQSPO7qWKkbbmIzZFA3OE5WSlU%2Fedit%3Fusp%3Dsharing&h=jAQE5RCnV

2013/05/01

Que fazer, tenho esta vista mesmo à minha frente, sempre igual sempre diferente?! ...

Sra. do Monte, Sª da Maúnça (cordilheira Serra d´Aire e Candeeiros), Cortes, Vale do Lis... 
(...)





Num momento de pausa... há dias atrás.
Cá está mais um ciclo das rosas. 
Serão as mesmas de outros anos? ...
@as-nunes

2011/09/03

O tempo no Centro Oeste de Portugal, Serra da Maúnça, hoje ao fim da tarde, andava eu pelos Andreus-Barreira, a experimentar o meu Rover de 1999...


Um fragmento de fotografia tirada há umas horas atrás, ao cair da tarde (ou da noite?)
Está tudo dito no título do post.


Ou quase. O Rover a que me refiro teria muitas histórias de viagem, de caminhos trocados, de toques à frente e atrás nos estacionamentos, de multas na cidade de Leiria, para contar. 
Já repararam? De 1999 a 2011 já lá vão 12 anos. 
Tenho-o parado a maior parte do tempo porque o "bicho" é a gasolina e bebe que se farta! Além disso, coitado, tem a embraiagem a pedir a substituição dum rolamento, uma peça da bobine, chamada rotor, que custa (custava há dois anos) aí uns 30 euros, e que, volta e meia, pifa. E nunca se sabe se dura para fazer 50.000 km ou se mal começa a andar, engasga-se. De cada vez que isso acontece o carro pára, que deixa de ter faísca para a ignição. Já aprendi a substituir essa peça, até tenho uma sequência fotográfica com o manual de instruções correspondente. E, claro, tenho uma suplente e a ferramenta respectiva (uma chave de fendas, eheh) sempre à mão, no porta-luvas. Vamos lá a ver no dia em que eu precisar de fazer a substituição se vou ser capaz. Fiquei com a ideia de que sim, mas...


Ena, onde é que eu ia?
Ah, sim, andava eu pelos lados dos Andreus a experimentar o meu velhinho Rover, a bateria tinha descarregado 
(nova, que tive que comprar uma há uns meses atrás, mas como esteve sem uso para além do recomendável!...)
, de modo que, após a ter recarregado, fui experimentar a ver como reagia. Parece-me que ficou em condições. 


Bolas. Perdi-me outra vez.
Por acaso, hoje fomos, eu e a Zaida, à Nazaré, a convite muito simpático do SD e da Luísa, comer umas sardinhas assadas, que estavam uma delícia. São da Nazaré, não são da Nazaré, a questão ficou em suspenso. E aquela salada? E o azeite com alho partido aos bocadinhos, que rico molho para empapar pão! 
E não é que até me despistei? Quer dizer, desnorteei, que devia ter saído da A8 no corte que vai directamente para a Nazaré mas não. Continuei, todo pimpão, e fui sair por Alfeizerão, S. Martinho do Porto e tal... 


Mau. Mas afinal, toda esta conversa para chegar onde?
hmmm... Isto anda já muito disperso!


Resumindo e concluindo, por ora: Andava eu pela zona dos Andreus, um sítio alto, um dos de maior altitude de toda a freguesia da Barreira, com umas vistas panorâmicas, quer para Nascente quer para Poente, que são de apreciar intensamente, uma maravilha da Natureza, o pôr-do-sol, autêntico hino à vida, ao sonho, à poesia...


Bem, vamos lá então a acabar esta arenga: 
Vai daí tirei esta fotografia 
(ainda hei-de voltar a falar da questão de se podemos dizer, indiferentemente, tirar, captar ou capturar uma fotografia)
que mostra um efeito de luz-sombra sobre a Serra da Maúnça, por sinal localizada a Nascente do local onde me encontrava.
Do outro lado, a Poente, a magia é outra. A da luz do Sol filtrada pelas nuvens sobre a costa Atlântica, que dá para observar deste local. E estamos, em linha recta, a uns bons 20 Km ou mais!...


Fiquemos, então, por aqui, por ora.


Amanhã é outro dia. Ai é?!
E parece que vai ser um dia de Verão, com temperaturas convidativas ao passeio, foi o que ouvi os meteorologistas a dizer, hoje!...
@as-nunes


Posted by Picasa

A olhar o horizonte


clique para melhor ver ao longe!...
Na direcção da Serra da Maúnça, na linha da cordilheira da Serra d´Aire e Candeeiros, observação feita duma varanda do lado de cá, da Barreira - Leiria.


Os aviões militares que levantavam voo da Base Aérea de Monte Real, em tempos, dirigiam-se nesta direcção, como primeiro ponto de referência. Existe no cume, que se pode observar pejado de antenas de retransmissores de rádio e televisão (RR, TVI e outras), um marco geodésico. 
A povoação mais próxima chama-se "Torrinhas". 
Fiz muitas caminhadas a corta-mato por aqueles montes, encostas e vales, nos tempos em que nos podíamos dar ao luxo de caçar coelhos, perdizes e tordos. Boas patuscadas se fizeram, algumas em casa dum grande amigo que tinha uma moradia na povoação atrás referida. Mas isso já foi há muitos anos e esse amigo também há muito que partiu para outras serranias mais perto do céu, não tenho dúvida nenhuma, tão humanista era ele. 


Olá Zé, continuamos a lembrar-te como se fosse hoje! Até parece que andas por aí. Não te vemos mas sabemos que andas por aí!...


Hoje em dia temos é que estar atentos, muito atentos, para ver se não somos nós próprios, os caçados!...
@as-nunes
Posted by Picasa

2010/11/15

Miscelânea de emoções



Já tenho idade para ter juízo. 
Ando/amos muito inquietos, mas a verdade é que estamos nas mãos dos nossos mandatários, a quem delegámos, através do voto, a autoridade de governar os destinos de Portugal, a bem de todos.
Claro que, entretanto, acabamos por perceber que esta procuração que outorgamos, periodicamente, é uma assinatura numa folha em branco...assim tem sido. 
Bem sabemos que esta situação é revogável.
Temos políticos à altura das circunstâncias? Eis a questão!


Sinto-me em estado de alerta máximo!...
O que vem por aí?
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O monte que vêm na foto chama-se o da Maúnça. Desde os tempos mais antigos da aviação que aquela relevância geológica serve de ponto de referência para os aviões que levantam voo da Base Aérea de Monte Real. Claro, hoje em dia, aquele monte já é praticamente irrelevante para orientar a navegação aérea, dadas as ultra-sofisticadas teconologias utilizadas pelas aoronaves, mesmo as civis e de uso particular (ainda há quem tenha posses para usufruir dessas prerrogativas!).
Esta foto é de um deste dias, ao cair da tarde.
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Os meus gatos (quer dizer da Zaida, que é quem cuida deles com todo o esmero, eu limito-me a gostar e brincar com os bichanos, quando estou para aí virado), estão na janela virada para aquele monte, o da Maúnça, mas naquele preciso momento, estavam com a atenção muito concentrada noutra coisa, que não a paisagem.
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E cá voltamos ao mesmo. A Democracia obriga-nos a andar quase todos os anos em campanhas eleitorais. Agora aí temos as Presidenciais. E os problemas reais do País? E as medidas anti-populares que estão a ser tomadas para tapar os buracos orçamentais que se deixaram aprofundar ao longo destas últimas décadas?

Bolas! Já começo a ficar desorientado com tanta informação e desinformação no que respeita às contas públicas portuguesas, entrelaçadas para o pior com as da Grécia, agora da Irlanda e já na calha as da Espanha!
Será que em Portugal tudo o que se passa connosco é mau? Está mal feito? Não há nenhuma medida que se possa justificar em nome dos supremos interesses da Nação?
Pois, que Nação? Que portugueses? A sociedade portuguesa está demasiado estratificada! Sempre esteve, diga-se, em abono da verdade!

Já se anda por aí a vociferar que o melhor é sairmos da zona Euro. Agora?!...

Precisamos é de um Governo de Salvação Nacional, já!
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