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2014/05/01

Com o tempo... emociona-me o Tempo ... as flores ... a vasta silhueta das montanhas aqui em frente ...




Emocionam-me as árvores
o lume das amoras
adocicando os caminhos
as cigarras sem fadiga
iluminando o pó

Emocionam-me as árvores
a vasta silhueta das montanhas 
a mancha seca dos ribeiros
a frescura breve da voz dos melros
entre a ramagem amena dos amieiros

Emocionam-me as árvores
as velhas pedras onde o poema
é música de seda ...

Luís Filipe Maçarico
cantoneiro da CMLisboa
ed. autor, 1993

2013/04/04

Sei um ninho

Da janela do meu quarto (virada a sudeste...), dei com este ninho, acabadinho de fazer...
Pelo tamanho não deve ser de melro. Será de pintassilgo? ... Ainda há dias andei a colher umas tangerinas e não dei por nada. Talvez que um dia destes possa aqui deixar uma foto com o/os novos amigos que espero vir a conhecer...
Tratar quimicamente esta árvore? Nem pensar! Apesar de estar atacadíssima de piolho!... talvez outras pragas, até... 
O que vale é que os gatos não conseguem lá chegar! Digo eu! ...
-
05-04-2013: 14h00 - acabei de os ver, os meus novos amigos. Confirmo que são pintassilgos. Inconfundíveis. Distraí-me um bocadinho, não estava com a máquina fotográfica à mão...
-


Segredo

Sei um ninho.
E o ninho tem um ovo.
E o ovo, redondinho,
Tem lá dentro um passarinho
Novo.

Mas escusam de me atentar:
Nem o tiro, nem o ensino.
Quero ser um bom menino
E guardar
Este segredo comigo.
E ter depois um amigo
Que faça o pino
A voar…

Miguel Torga
1956

@as-nunes

2013/02/15

Na rua da Ilha uma sextilha em imagens primaveris ...

 Na freguesia dos Pousos - Leiria, a Primavera a mostrar-se antes do calendário...


Um mosaico de malmequeres, 
erva mijona,  outras flores ... 
tudo muito viçoso, 
miríades de cores! ...  


2012/04/20

Pilriteiro em flor...mais uma alvorada da Natureza


É só para vos lembrar 
que eu existo
todos os anos
por esta altura
cá estou
algures por aí
na borda de um caminho
a branquear o tempo
a pavonear estes brincos
alvos brilhantes 
alvoradas da Primavera
desta vez encontraram-me 
na estrada     junto
à casa episcopal
em Leiria, ao seminário.

Sou o pilriteiro!
Não se lembram?!...

@as-nunes

2012/03/24

Cacharolete de primavera


Protea
Groselheira
Frésias brancas
Frésias (Freesia refracta), brancas e amarelas
Malmequeres; Margaridas
couve lombarda
Jarro
Flor de cera
Forsítia (Forsythia x intermedia) também conhecida por sino dourado
Túlipa (Tulipa) - floração de março até junho
Jacinto (Hyacinthus orientalis); floração de abril até maio, pois!
Loureiro em flor
Cerejeira em flor
Sra. do monte - Cortes-S.Mamede
rebentos de pinheiro manso
Cheguei a casa, já ao cair da tarde, lembrei-me que a primavera já tinha começado e que seria um bom ensejo para começar a fazer o inventário anual das plantas e flores do meu jardim, naquele preciso momento.

Aqui fica, então, a nota fotográfica do que foi inventariado.
Mais logo, talvez, venha acabar esta peça, já que lhe falta a indicação dos nomes das flores e plantas e o local exato onde se encontram.
Se alguém se quiser dar ao trabalho de ir ajudando nessas anotações pois então seria uma boa ajuda. Ando um bocado desmemoriado e evitava ter de me socorrer dos meus apontamentos e enciclopédias.
Também aqui posso deixar nota dum blogue onde tenho publicado, para memória futura (pelo menos a minha), vários apontamentos acerca deste meu jardim:
http://diariodumjardim.blogspot.com/

@as-nunes  

2012/03/21

Leiria do Lis e das árvores que o ladeiam

 
 

mais um dia mundial
agora à poesia dedicado
minha inspiração frugal
não me traz nenhum recado


nas minhas veias só correm
imagens de tudo o que vêem
e dessa forma só fazem
versos que delas provêem

antónio s nunes
@as-nunes  

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2012/03/20

Jardim do Victor e da Teresa, em Orgens, Viseu

Depois do almoço de aniversário do pai Daniel, fomos até casa do meu irmão Victor.
À entrada deparei-me, do outro lado da rua, mato em bruto, a Natureza nua e crua, com as primeiras giestas brancas deste ano. Em fundo, o tojo em flor.

E estas magníficas magnólias

E este arbusto (tenho que consultar a minha enciclopédia, que agora não me lembro do nome)? 

Estas camélias são as clássicas cá da terra, mas estão muito bonitas, dignas de se repousar nelas o olhar e o pensamento!

Flores de Cerejeira.

 Ex aequo com uma composição anterior.
O entardecer, para poente, na direção das Serras do Caramulo e das de Arada, Gralheira, Montemuro (lá para os lados de S. Pedro do Sul e Paiva), estava farrusco, mas a mescla de cinza com branco em laivos de azul  transmitia muita fantasia poética, também nostalgia àquele belíssimo e eterno horizonte beirão.
@as-nunes    
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2012/03/17

Egito Gonçalves, lá fora a vida vai continuar...

uma oliveira mais que centenária 
(quiçá 500 ou mais anos de vida) 
a primavera aí vem ela
terra lavrada mas ressequida
mal-me-queres de cor amarela
belas e alvas flores de ameixoeira
as-nunes
-
Entre mim e a minha morte
Há ainda um copo de crepúsculo.
Talvez pequenas coisas
Ainda respirem, não as distingo,
Há uma névoa que me mantém na sombra.
Sei que lá fora as árvores
Dançam ao vento, o que perdem
No outono ganham na primavera.
Nós vamos deixando pelo caminho
Os farrapos da pele
.(incompleto)

Egito gonçalves
Ed. Campo das letras - 2006
ENTRE MIM E A MINHA MORTE HÁ AINDA UM COPO DE CREPÚSCULO
Prefácio: Manuel António Pina (*)


José Egito de Oliveira Gonçalves (Matosinhos, 8 de Abril de 1920 — Porto, 29 de Janeiro de 2001), mais conhecido por Egito Gonçalves, foi um poeta, editor e tradutor.


Publicou os primeiros livros na década de 1950. Teve como atividade profissional a administração de uma editora.

A sua intensa atividade de divulgação cultural e literária concretizou-se, a partir dos anos 50, na fundação e/ou direção de diversas revistas literárias, como A Serpente (1951), Árvore (1952-54), Notícias do Bloqueio (1957-61), Plano (1965-68, publicada pelo Cineclube do Porto) e Limiar. Em 1977 foi-lhe atribuído o Prémio de Tradução Calouste Gulbenkian, da Academia das Ciências de Lisboa pela seleção de Poemas da Resistência Chilena e, em 1985, recebeu o Prémio Internacional  Nicola Vaptzarov, da União de Escritores Búlgaros.
Em  1995 obteve o Prémio de Poesia do Pen Clube, o Prémio Eça de Queirós e o Grande Prémio de Poesia da Associação Portuguesa de Escritores com o  livro  E No Entanto Move-se. A sua obra encontra-se traduzida em francês, polaco, búlgaro, inglês, turco, romeno, catalão e castelhano.
Faleceu em 2001, e o seu último livro, Entre Mim e a Minha Morte Há Ainda um Copo de Crepúsculo (*), foi editado cinco anos depois.
(texto elaborado pelos serviços de apoio ao grupo de poetas de Alcanena, Biblioteca Municipal; autor a ser  estudado no próximo encontro deste grupo, em 31 de março corrente, sob a coordenação do dr. Óscar Martins, Diretor daquela biblioteca)

nota:
(*) O Prefácio de Manuel António Pina, é um hino à amizade, ao culto do mérito das pessoas como tal, em primeiro lugar, logo a seguir, ao seu mérito intelectual e literário.
Gostei, sobremaneira, desta parte desse seu "Escrito de memória":
...
"Depois de Egito, conheci muitos outros poetas (e muitos deles dispensava bem tê-los conhecido...). Hoje orgulho-me, ou nem por isso, de me dar com raros poetas. Aos poucos, comecei a estar-me nas tintas para os poetas. Hoje não me dou com poetas, dou-me com algumas pessoas que acontece serem poetas, dando-me com as pessoas que são, e não com os poetas que também sejam;  esta não é decerto uma pequena diferença."
...
-
AO -  continuo a tentar aplicar o novo acordo ortográfico.
@as-nunes   

2011/04/03

Ribeira do Sirol - Leiria: Choupais a pintar a paisagem


 (clic para ampliar)
-
Parabéns Portistas! 
Lamentável a falta de fair-play da parte de quem instigou a que faltasse a luz no final do jogo do estádio da Luz! 
Um Benfiquista de sempre! 

2011/03/30

Lourais - Barreira - Cortes: D´além e d´aquém rio Lis




Ares Primaveris 
olhar gaiteiro 
Lourais do rio Lis 
silêncio inteiro 


Sair de casa 
caminhar 
observar 
pairar o olhar 
apoiado na asa


 dum milhafre sobre o vale do rio mais bucólico e inspirador de poetas que há no mundo!... 
-
Como que ouvimos, 


Francisco Rodrigues Lobo 
Afonso Lopes Vieira 
Acácio de Paiva 
José Marques da Cruz 


e outros 
tantos!...
-
Quem diz 
que este país
dobrada a cerviz
está por um triz!?...

2011/03/12

A Vida é bela, o Homem é que dá cabo dela!

(clic para ampliar)

Será que não somos capazes de organizar a vida do Homem em harmonia com a Natureza?


gerações
à rasca
manifestações

Primavera

flores
renascer
ronronar
horizonte
choupos
bosque
nuvens
brancas
sol
luz
céu azul


sim à Primavera
sim ao Amor
sim à Solidariedade


não ao egoísmo
não ao rancor
não à crueldade


Sim à Vida!...


©as-nunes
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2010/04/09

As Primaveras...

clic para ampliar

Para os meus três netos nesta Primavera das suas vidas em Primavera:
.
A Mafalda
O Guilherme
A Carolina
-
Pilriteiro a começar a florir
As primeiras folhas de um Acer pseudo plátanus (Padreiro)
O rebento duma folha de um Padreiro
Malmequeres 
Uma Papoila


(Na encosta em redor do Castelo de Leiria)

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2010/04/05

Leiria, hoje...Finalmente, LUZ!...

(clic para melhor observar este belo recanto de Leiria)

Leiria, Jardim Luís de Camões, hoje, de manhã. Finalmente, o Sol... a brilhar. As árvores e as aves a espreitarem, desconfiadas!...
-


Também não me esqueço que hoje é dia de Futebol, mais um jogo decisivo para o Benfica ganhar o campeonato (assim se dizia noutros tempos, agora diz que é "Liga").
E também como há quem tenha "mau perder" - apesar de ainda não termos chegado ao fim da Liga - tenta-se justificar uma certa diferença pontual, já significativa, temos que o admitir - que diabo - com histórias que metem túneis, uns sopapos, castigos da Liga que são neutralizados por outros da Federação...enfim, uma trapalhada!...
O Zé Paiva é que não deixa os créditos como cartoonista e caricaturista por mãos alheias e...vai daí...repare-se no boneco que lhe surripiei do seu blogue.

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2009/03/31

Um par de Freixos em Leiria

Há que tempos que andava para fotografar este par enamorado de freixos em plena várzea ao longo do rio Lis! Este, bucólico, a deixar a cidade ao encontro do seu próprio par, o Lena, que, mais ao lado, depois de passar pela Mourã - Barreira, também segue o seu caminho, convergente. Conforme o já combinado previamente, lá seguem nos seus próprios leitos, até se enlaçarem mais abaixo, na Barosa, abraçando-se de mansinho, casando-se a um Domingo de manhã - como manda a lenda - para seguirem juntos até ao Atlântico.
Estes belos e solitários freixos só se conseguem fotografar deste ângulo, se se parar em pleno IC2, aqui em Leiria, imediatamente à saída da zona do bairro das
Almoinhas. Operação perigosa, sem dúvida, mas compensadora...
Amor a quanto obrigas!...
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Lenda do Lis e do Lena
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