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2013/09/23

José Vaz, um poeta Leiriense (mesmo não tendo cá nascido)



No Outono,
as folhas das árvores
são como filhos que partem,
ganhando asas no vento
e semeiam a primavera
na curva do Outono para criar a palavra.

No Outono as folhas das árvores
são como poemas que ganham voz
ao abandonarem o poeta.
As árvores e os poemas
alegremente, adivinham a floração
primaveril, mesmo no Outono.

As folhas das árvores
são assim, quando se despedem
brandamente
do Outono.

José vaz


-
Que tal organizar uma Antologia de poetas leirienses?
-
É justo anotar que já está em curso há vários anos (6? 7? mais?) uma coleção "25 poemas" da Ed. Folheto onde se pode encontrar muita poesia de Leirienses...

Mesmo assim, impõe-se uma ANTOLOGIA!  

2012/09/18

Morreu Luiz Goes, um dos maiores cantores e poetas da música de matriz coimbrã

ASAS BRANCAS (1)

Quando era pequenino a desventura
Trazia-me saudoso e triste o rosto,
Assim como quem sofre algum desgosto,
Assim como quem chora de amargura.

Um anjo de asas brancas muito finas,
Sabendo-me infeliz mas inocente,
Cedeu-me as suas asas pequeninas,
Para me ver voar e ser contente.

E as asas de criança, o meu tesoiro,
Ao ver-me assim tão triste iam ao céu...
Tão leves, tão macias - penas de oiro -
Tão brandas como a aragem... como eu!

Cresci. Cresceram culpas juntamente,
Já grandes são as mágoas mais pequenas!
As minhas asas vão-se... ficam penas!
Não mais voei ao céu, nem fui contente.



(1) Sobre um tema de Almeida Garrett, com o mesmo título.
Esta canção, com música também de minha autoria, foi gravada em discos por Armando Góis (tio de Luís Góis), António Bernardino e ultimamente por Luís Góis.
Todavia, na data desta 2ª Edição, em outras gargantas se tem ouvido e gravado.
in
Do Choupal até à Lapa - Recordações de um antigo Estudante de Coimbra
Afonso de Sousa  (Ilustre advogado Leiriense, poeta e guitarrista de mérito, já falecido)
Coimbra Editora, Lda. - 1988

@as-nunes

2012/05/31

Júlio Dantas na vida de Acácio de Paiva


Nas minhas buscas incessantes à procura de informações sobre factos ou personalidades que tenham alguma ligação, ainda que ténue, com Acácio de Paiva (tenho-o evocado insistentemente nestes últimos tempos), encontrei o livro "Júlio Dantas - Uma vida*Uma Obra*Uma Época" da autoria de Luis de Oliveira Magalhães, ed. Romano Torres, de 1963.

Comprei-o há uns anos num alfarrabista de feira das velharias, por 1 €uro, em Monte Gordo.


Acontece que a vida de Acácio de Paiva se cruzou com a de Júlio Dantas em várias ocasiões, particularmente, nas suas atividades literárias, jornalísticas e do Teatro de Revista do princípio do século passado.
Oliveira de Magalhães era também crítico teatral e amigo pessoal de Júlio Dantas.


Quer Júlio Dantas quer Acácio de Paiva  escreveram em parceria com Ernesto Rodrigues, várias peças de teatro, designadamente, "A Santa Inquisição" em março de 1910 e "Sol e Dó", em 1909.
De relevar a importância da ação de Ernesto Rodrigues na renovação do Teatro de Revista na fase de transição para a I República, particularmente através do movimento "A Parceria" (1912-1926).


A partir de Julho de 1916 Acácio de Paiva substituiu Júlio Dantas na "Crónica do Mês" na célebre e histórica revista "Illustração Portugueza", mantendo, em simultâneo a responsabilidade pela manutenção de "O Século Cómico" como seu Diretor, incorporada na IP por necessidades de gestão do papel que escasseava por causa da I Guerra Mundial.

2012/05/29

Conciliação difícil...mas não impossível, como se pode ver



O meu mundo nestes últimos dias tem-se cingido a umas espreitadelas para a Sra. do Monte, a nascente...

Aproveitando esta pausa nas contas para o fisco:
-


AUGUSTO GIL

Amigo: um bom soneto não tem graça
consagrado a poeta assim perfeito;
vou, pois, fazê-lo com cuidado e jeito
a ver se por estranho, agrada e passa.

Forçada a rima, indefinida e baça,
cadência frouxa, que é maior defeito,
tudo produzirá tão mal efeito
que talvez desse modo satisfaça.

As quadras já lá vão. É nesta altura
que se torna difícil o soneto
por ter de preparar-se a fechadura.

Enfim, cheguei ao último terceto.
Mas se a vates de tal envergadura
mil versos dedicar, eu seja preto
!
 


Acácio de Paiva

escritor, poeta, crítico de Teatro, literário, tauromáquico, peças de teatro;
grande humorista e improvisador;
também desenhava.
Nasceu em Leiria, no Largo da Sé, nº 7, em 14/4/1863
Faleceu na sua Casa das Conchas, no Olival, em 29/11/1944

-
A páginas tantas não seria de se reler algo de Augusto Gil (*)
Pelo menos eu, que até podia aproveitar este ensejo de na 5ª feira próxima ter de dizer umas palavras acerca da vida e obra de Acácio de Paiva e ele, pelos vistos, ter em boa conta este seu ilustre amigo.
(*)http://pt.wikipedia.org/wiki/Augusto_Gil
@as-nunesPosted by Picasa

2012/05/26

Vamos, então, conversar sobre ACÁCIO de PAIVA


MAIO


Vem minha noiva, dá-me o lindo braço
Pois Maio chega, convidando a amores;
Posso às mãos cheias atirar-te flores,
Encher, a transbordar, o teu regaço.


A luz da aurora é tanta pelo espaço
Que já teu corpo, de ideais primores,
Posso todo banhar em róseas cores,
Quando ìmpiamente e doidamente o enlaço.


É Maio. Posso modular-te um canto
De aves aos centos a voar nos brejos,
Para o triunfo no momento santo.


Em que tu cedas, ébria de desejos,
Ao preguiçoso e dúlcido quebranto
Da deleitosa música dos beijos...


É já na próxima 5ª feira que se vai conversar, durante uma hora, no Mercado de Santana, em Leiria, sobre Acácio de Paiva e o ambiente lírico e romântico que o poeta viveu e verteu para os seus versos espalhados aos sete ventos, pelos jornais e revistas da época, princípios do século passado.
Deixo aqui, hoje, este soneto, Maio já chegou e está no fim, aproveitemo-lo, então, antes que se vá embora, mais uma vez...

Muito se pode dizer sobre a vida e a obra de Acácio de Paiva,(*) entretanto podemos guiar-nos por este link, para irmos adaptando os nossos gostos e olhares da atualidade ao sentir a vida, a poesia, convertida em palavras daquela época...

Escrevia Américo Cortez Pinto, em 1968:


" A poesia estava-lhe no sangue e o seu estro não o abandonou jamais! Faleceu com 81 anos de  idade. E já ao aproximar-se o fim da vida confiava ao papel:
.....E tanto mais eu vivo de Poesia
.....Quanto maior o peso dos meus anos!"
-
(*)Biografia de Acácio de Paiva
@as-nunes

2012/04/12

Acácio de Paiva: Um pedido ...à Lua

.
UM PEDIDO...À LUA

As damas sempre são muito invejosas!
Como o Sol se ocultou um dia destes,
por causas, com certeza, poderosas,
sabidas só nas regiões celestes,
.......resolveu Dona Lua
no domingo fazer a mesma graça,
escondendo algum tempo a face nua
.......por trás duma caraça.
Podia fazer isso de surpresa,
.......mas como é muito linguareira
não sei a quem o disse, de maneira
......que em toda a redondeza
já toda a gente sabe da partida
e eu mesmo, que não sou de inquirições,
......conheço as intenções
......da dita delambida.
Bem. Visto que há trinta anos (mais talvez)
lhe tenho celebrado em versos fartos
......a doce palidez
e seu rosto de prata e até os quartos,
vou pedir-lhe a fineza assinalada
de ela mudar aquela estranha cena
para outra noite mais apropriada:
Como terça que vem falo à pequena,
......à minha namorada,
das onze às onze e meia, era excelente,
reservar para então a mascarada,
......porque provavelmente
temos ambos à porta do pomar
algumas expressões de amor contido
e muito me convinha que o luar
......não fosse intrometido.
Se tem havido eclipse quarta-feira
......àquela mesma hora, 
......não trazia eu agora
uma nódoa muitíssimo trigueira
nas alturas da sétima costela
......feita pela ponteira
da nodosa bengala do pai dela!


Acácio de Paiva

1863 - 1944
- Insigne Poeta Leiriense (Altíssimo Lírico e o maior Humorista da Poesia Portuguesa)
- também colunista e crítico literário dos melhores jornais e Revistas
da sua época 
(DN, Século, Ilustração Portuguesa, outra imprensa espalhada
pelo país)
- Diretor de "O Século Cómico"
- Autor e tradutor de múltiplas peças de Teatro
- Autor do "Fado Liró" em parceria com Nicolito Milano (mais tarde cantado e gravado em disco por Fernanda Maria)
@as-nunes

2011/05/13

Acácio de Paiva: Evocação em Alcanena


A casa (a de azulejos, "pharmácia Paiva") onde nasceu Acácio de Paiva, ainda na posse da família Paiva. Largo da Sé,Leiria, nestes dias...


     ....................................NoNo lado direito, acima, (fragmento duma fotografia que me foi gentilmente cedida pelo seu bisneto Luís Maria de Sampaio e Paiva Camilo Alves)
-
No último encontro de Poesia e Cultura do Grupo da Biblioteca Municipal de Alcanena, evocou-se o Insigne Poeta Leiriense, Acácio de Paiva.

A organização, a cargo dos serviços da Biblioteca, elaborou e publicou a brochura, cuja capa e contra-capa se podem observar acima e ao lado. Claro que sendo a Zaida sobrinha-neta de Acácio de Paiva e eu próprio um entusiasta pela vida e obra deste ilustre filho de Leiria, acabámos por fazer as honras da sessão. 
O que muito nos envaideceu, naturalmente. 
E quem melhor que a Zaida Paiva Nunes para dizer os poemas mais representativos do estilo humorista e extremamente humanista de Acácio de Paiva? Foi uma sessão muito interessante e que proporcionou que alguns dos presentes ficassem a conhecer melhor a personalidade poética e literária de Acácio de Paiva e a sua extraordinária emoção com que escreveu dos melhores sonetos e outros estilos poéticos a enaltecer Leiria, cidade e arredores, os seus rios Lis e Lena, o seu Castelo, a Sra. da Encarnação, as Olhalvas, as Cortes, quanta ternura ele devotou a Leiria, em vida, e que perdurará para sempre através dos seus versos lançados ao vento, aos milhares, publicados por dezenas e dezenas de jornais, revistas, participações em livros de vários autores, colectâneas, em peças teatrais, etc.
Um Crésus Perdulário, como diria o Dr. Américo Cortez Pinto no seu livro com este título, editado em 1968.

O único livro que publicou tem o título "Fábulas e Historietas", edição de 1929. Algumas destas fábulas e historietas foram publicadas no livro de Leituras (II Tomo) para o Ensino Técnico, conforme se pode ver na sua edição de 1949 (que me veio parar às mãos através dos meus pais, imagine-se...).
Muito mais me apetecia escrever sobre Acácio de Paiva...(*)
Já se está a trabalhar no sentido de lhe prestar mais uma justa homenagem, este ano, em Leiria. 
-
Pode-se ler um poema a Leiria, "Cidade Flor", da sua autoria, no blogue "dentro de ti ó Leiria", seguindo este link.
(*) Ler mais aqui


@as-nunes
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2010/09/28

LEIRIA e os seus poetas e escritores: Acácio de Paiva

Recebi hoje o Boletim Informativo da Junta de Freguesia de Leiria, nº 24, Setembro a Dezembro de 2010.
Também tive acesso a este boletim por via digital. Segundo me informaram está a ser construído um sítio na internet para que as actividades desta Junta e da Freguesia possam ficar disponíveis on-line e, na medida do possível, em real-time.
Trata-se duma decisão inevitável para os tempos correntes. O cidadão comum começa a ter acesso à informação via internet cada vez com mais facilidade, de forma mais barata (será que está a tender para que seja gratuita?... Será isso viável, economicamente?...). Que está a transformar-se numa ferramenta extremamente cómoda, já não nos resta qualquer dúvida. Demasiado cómoda, talvez! 
Estaremos nós condenados a ficarmos sentados defronte dum computador? É certo que os próprios meios de emissão/recepção de informação digital armazenada na rede global também estão a sofrer uma intensa e permanente mutação tecnológica no sentido da miniaturização e consequente mobilidade. 
Ou seja, a Humanidade terá que se habituar a conviver com a rapidez estonteante da evolução da tecnologia?

Entretanto, estamos a ser confrontados com uma outra questão transversal e fulcral: a documentação, mesmo a que se encontrava mais escondida nos recônditos de "arquivos mortos" ou mesmo "arquivos secretos" está, progressivamente, a ser disponibilizada, deliberada ou subrepticiamente, para consulta pública, na Internet, indiscriminadamente. Será que vamos por bom caminho? Não, certamente, se não forem fixadas regras básicas e susceptíveis de controlo por quem de direito. Mas como? Que formas se podem perspectivar para se filtrar a informação já disponível na internet e a que vier a ser no futuro? E que tipo de filtros é que devem ser usados? Quem vai definir critérios de actuação?
Sem dúvida que estamos numa encruzilhada complexa e de imprevisíveis consequências para o futuro do tratamento da informação. Da própria Humanidade, teremos que o admitir, desde já.

A Junta de freguesia de Leiria propõe-se trabalhar num projecto que visa orientar a atenção dos turistas e dos próprios habitantes para a ligação que a cidade manteve e mantém com variadíssimos "Poetas e Escritores Leirienses". Que, inclusivamente, têm referências toponímicas nesta urbe. Tais como:
Abraão Zacuto (1450-1510) (1)
Acácio de Paiva (1863-1944) (1a)
Acácio Leitão (1866-1945) (2)
Afonso Acácio Serra (1914-2001)
Afonso Lopes Vieira (1878-1946) (3)
Agostinho Tinoco (1896-1969)
Alexandre Herculano (1810-1877) (4)
Américo Cortez Pinto (1896-1979) (5)
Artur Lobo Campos (1884-1949)
Eça de Queiroz (1845-1900) (6)
Francisco Rodrigues Lobo (1580-1622) (7)
Gago Coutinho (1869-1959)
João Cabral (1905-2001) (8)
João de Deus (1830-1896)
Miguel Torga (1907-1997) (9)

Miguel Torga e Alexandre Herculano foram alvo, recentemente, em Leiria, de merecidas homenagens, respectivamente por alturas dos Centenário (Torga) e Bicentenário (Alexandre Herculano) dos seus Nascimentos.

Julgo ser intenção da Junta de Freguesia de Leiria patrocinar, de seguida, uma homenagem a um poeta de reconhecido mérito, local e nacional, nascido justamente na casa onde, neste preciso momento, estou a alinhavar estas linhas que aqui quero deixar à disposição dos meus leitores: Acácio de Paiva. (Poema sobre Leiria - ler aqui)
-
(Cá está. Qualquer um de nós pode, tendo presente a facilidade do recurso às novas tecnologias da informação, publicar o que entender. 
Espera-se é que não se abuse destas facilidades para se publicarem falsidades, inexactidões, obscenidades.
Da minha parte, o meu principal fito em por aqui andar a deixar alguns marcos dispersos é, simplesmente, escrever sobre "o que me vai  ocorrendo" na minha qualidade de "Um Viseense tão Leiriense como os que o são".)

(1A) http://dispersamente.blogspot.com/2007/11/accio-de-paiva-e-o-largo-da-s.html
(1) http://dispersamente.blogspot.com/2010/06/leiria-e-comunidade-judaica.html
(2) http://dispersamente.blogspot.com/2010/04/acacio-leitao-biografia.html
(3) http://dispersamente.blogspot.com/2006/12/viver-leiria-afonso-lopes-vieira.html
(4) http://dispersamente.blogspot.com/2010/09/leiria-no-ii-centenario-de-alexandre.html
(5) http://dispersamente.blogspot.com/2006/04/ea-de-queiroz-em-leiria-post-4n.html
(6) http://dispersamente.blogspot.com/2006/04/ea-de-queiroz-em-leiria-post-5n.html
(7) http://dispersamente.blogspot.com/2007/03/volta-do-maviosssimo-poeta-francisco.html
(8) http://dispersamente.blogspot.com/2009/01/cortes-leiria-ponto-do-cavaleiro.html
(9) http://dispersamente.blogspot.com/2007/01/miguel-torga-centenrio-do-nascimento.html

*************************** SEM ESQUECER ************************

      AQUILINO RIBEIRO


http://dispersamente.blogspot.pt/search/label/aquilino%20ribeiro


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2010/06/13

LEIRIA em dia de Sto António de Lisboa


Hoje comemora-se:
O Dia de Santo António de Lisboa
que o é, também, dos mais variados sítios e lugares


O Dia da Freguesia de Leiria.


Leia-se o seguinte excerto do parecer efectuado pelo Professor Doutor Saul António Gomes, emitido em 20 de Agosto de 2002, a pedido do Executivo da Junta de Freguesia de Leiria:
"...
Permanece em aberto, efectivamente, o facto histórico de grande relevância que é a elevação oficial de Leiria ao estatudo de cidade, pelo rei D. João III, como se referiu, em 13 de Junho de 1545. Curiosamente, um dia festivo na vida religiosa, cultural e histórica portuguesa por ser, muito justamente, o dia de Santo António de Lisboa. Santo que tinha na Leiria dos nossos avós grande apreço e era popularmente comemorado na cidade e arredores.
..."

Na imagem acima pode ler-se um poema dedicado a S. António escrito por Miguel Torga, intimamente ligado a esta cidade, pelo facto de aqui ter instalado o seu primeiro consultório como médico e aqui ter vivido nos anos 40. Aqui foi preso pela PIDE.
-
Nestes tempos, ditos modernos, em que andamos todos à nora com problemas de variada índole, nomeadamente as grandes dificuldades de ordem económica e financeira que o país atravessa, ocorreu-me transcrever um soneto de Acácio de Paiva, um dos maiores poetas leirienses de todos os tempos
(eu a recordar, também, aquele outro belo soneto, em que o poeta evocava as Noras que se faziam ouvir no meio do choupal ao longo do Rio Lena, agora a transformar-se rapidamente em área de infraestruturas a que a modernidade parece querer obrigar a todo o custo!...):


LEIRIA
I


A minha terra... Basta ser a tua
Para que mais nenhuma assim me agrade,
Na parte velha, a nossa mocidade
(A cegueira dos anos...) continua.


Ora me demorei vendo uma rua;
Talvez a mais antiga da cidade...
Conserva-te menina: ingenuidade,
Comedimento, a não ver Sol nem Lua.


Há bairros novos, casas de cimento,
Reparos brancos em ruínas, feira
mudada, restaurantes, movimento,


Outras línguas - política, suponho.
Recolhamos, afável companheira,
À capelinha rósea do meu sonho!


- Ler ensaio sobre o brasão da freguesia de Leiria 
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2010/01/01

Leiria do Rio Lis...em tempo de muita chuva

Leia-se, também, o belo poema de Soares Duarte, p. 12 do boletim nº 2, da ACLAL (aqui)

Da ponte Hintze Ribeiro, em 30 de Dezembro, tempo de muita chuva, o rio Lis (*) e as suas águas, ora de curso lânguido e cantado por variadíssimos poetas e trovadores, ora de rápidos e cheias que se espraiam pelas várzeas luxuriantes do vale do rio, desde a zona da Barosa até Monte Real...

(*) A etimologia da palavra identificativa do nome do rio que atravessa Leiria, vindo das Fontes, freguesia de Cortes e terminando o seu curso de cerca de 50 Km, no Atlântico, na Praia da Vieira, tem suscitado algumas confusões, que talvez pudessem ter sido evitadas, na devida oportunidade. A palavra correcta deve ser "LIS", como aliás, se tem vindo a usar da há já umas décadas a esta parte.
Uma das opiniões, favoráveis à utilização da toponímia "LIS" e não "LIZ" é a de Manuel Marques da Cruz, conforme publicou o "Jornal das Cortes nº 106, 2/Set/96, p.6). (v. também o livro "Recortes do Jornal daí" vol I, pág. 297).
Resumindo: concordo com a forma simples como se conclui pelo uso da palavra LIS. Resultará do cruzamento da palavra lilium com a palavra Iris. Pondo isto em linguagem genética, direi: de lilium veio o cromossoma "l", e de Iris os cromossomas "is": i + is = lis.
Continua, Marques da Cruz: O lírio e a Iris são plantas da mesma família, mas de géneros diferentes. Os franceses têm um rio a que chamam Lis. Que nunca escreveram com um "Z"; os bons dicionários portugueses só registam a forma "Lis"; o Armorial Lusitano diz-nos que já em 1528 uma família nobre tinha o apelido "Lis".
Também adoptam a designação "LIS" outros dos mais categorizados dicionário portugueses:
- Enciclopédia Verbo
- Dicionário Etimológico, de Pedro Machado
- Dicionário Lello
- Dicionário de Augusto Moreno
- Dicionário da Literatura Portuguesa, dirigido por J. Prado Coelho

Consultando  eu o "Grande Dicionário Enciclopédico Ediclube" de 1996 pode ler-se: 
LIS. (fr.lis, do l. lilium). s.m. LÍRIO. || v. FLOR-DE-LIS.
LIS. Rio da subregião Oeste, que banha Leiria e desagua em Vieira de Leiria, após um percurso de cerca de 50 Km. Pouco caudaloso, atravessa uma região onde as explorações suínas e as variadas indústrias que rodeiam a cidade de Leiria têm contribuído para o aumento da sua poluição.

Ou seja: será de manter estas placas toponímicas com nomes alegadamente errados? É que ninguém consegue em bom rigor, justificar esta grafia, que está bem implantada na ponte Hintze Ribeiro e noutros locais, ao longo do percurso do rio Lis. E lá vão coexistindo, dolentemente, como se estivessem ali a disputar a toponímia correcta para o nome deste belo rio português.
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2009/08/21

A Rádio Batalha: Soares Duarte à conversa com...

O meu amigo Soares Duarte, um veterano destemido, andarilho da Rádio, desde os tempos da antiga Emissora Nacional, um profissional de reconhecidos e multifacetados méritos nas áreas da comunicação. No sentido mais lato possível que se pode atribuir a esta expressão. Pelo que sei, no percurso da sua vida pessoal e profissional esteve sempre a sua vontade indómita de participar na nobre e ciclópica missão de informar e partilhar ideias e conhecimentos acumulados ao longo de várias décadas.
Mesmo agora, que podia descansar de todas as deambulações duma vida sempre em acção, cá temos no ar ou no palco, a presença incontornável deste grande senhor da cultura e da comunicação. É vê-lo, de gravador ou microfone em punho, sempre na busca de motivos de intervenção na vida do homem em sociedade.
E a declamar poesia? Sua e de outros autores! A última vez que o ouvi, podem crer, senti que chorava o sentir do poema que dizia. Sem chorar, chorava, acompanhando o espírito do poeta!...

Actualmente faz um programa na Rádio Batalha (*), 104.8 FM, às quartas-feiras, das 15 às 17 horas. Lá temos, a sua voz característica, a propalar através do éter, as ideias dos seus convidados, sempre no intuito de manter os seus ouvintes informados do que as pessoas dos mais variados quadrantes sociais, têm para dizer no sentido do fomento da Cultura, da Arte, da vida do homem em sociedade, enfim.

Na última edição, como se pode ver na composição fotográfica acima, esteve à conversa com Zaida Paiva Nunes, poetisa e pessoa interessada na divulgação dos sãos princípios da formação humana, tendo sempre como alvo preferencial, o aperfeiçoamento espiritual de cada um de nós, através da Cultura, particularmente através da Poesia. E foi assim que muito falaram sobre Acácio de Paiva, um dos poetas de referência, nascidos em Leiria e que, como ela própria não se cansa de dizer, um dos Ilustres Esquecidos desta cidade. Porque, na verdade, pouco se tem feito no sentido da divulgação da sua actividade literária, apesar de a sua qualidade estar mais que reconhecida, pela versatilidade dos seus poemas, das suas críticas literárias, da sua propensão para o Teatro, quer escrevendo peças, quer através da sua actuação na imprensa nacional da primeira parte do século passado. Ora apresentando-se com um estilo bucólico e romântico, ora através da ironia da sua fina crítica à sociedade de então.
Mesmo ali, em plena emissão, ficou lançado um repto vigoroso, não só às autoridades competentes, mas também à restante família e a todos os interessados, no sentido de que se comece, desde já, a preparar um evento suficientemente honroso, tendo em vista não se deixar cair no esquecimento tão ilustre personagem.

Como não podia deixar de ser, no meio de vários outros temas, veio à liça, a referência aos livros que Zaida Paiva Nunes, já escreveu, 3 de poemas e um ensaio biográfico e monográfico sobre o seu pai, José Teles de Almeida Paiva, já falecido em 1994 e à própria cidade de Leiria.

Muito mais se poderia continuar a relatar deste meritoso trabalho de Soares Duarte.
Mas porque já vos ocupei muito tempo, nada melhor para terminar por agora, que um poema inédito do próprio Soares Duarte.
(clic para melhor ler)
.
(*) Consultar e ouvir on-line em http://www.radiobatalha.com/)


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2009/06/13

Santo António no Largo do Gato Preto - Leiria




clic nas fotos para melhor apreciar os pormenores
Hoje lá estaremos de novo.
As sardinhas estavam fresquinhas, acabadinhas de pescar. Foi só pôr na brasa, pegar na broa e encher um copinho de tinto. Tudo acompanhado de são convívio e de conversas a propósito da Associação Cultural e Recreativa com que estamos a avançar. Nunca imaginei que, depois dos difíceis momentos por que passou o "Gato Preto" ele se conseguisse revitalizar com esta força e dinamismo. Poesia, homenagens a gente célebre da cidade, pintura, fotografia, animação q.b. vão ser os ingredientes desta novel associação.
A Zona Histórica de Leiria vai sair enriquecida desta iniciativa.
Desculpem não ser mais específico quanto a este assunto. Estamos com avaria na Internet de banda larga móvel, de modo que não tive oportunidade de vir aqui mais cedo.
De qualquer modo, se tiver curiosidade de saber algo mais sobre este "Largo do Gato Preto" pode consultar um post que aqui deixei recentemente.
-

Santo António, Santo António
Olhe por este ser
Dai-lhe saúde, alegria
E muita vontade de ler.
...
A quadra junto à estatueta de Sto. António (dos Lourais), esta agora aqui vertida e muitas mais ... a acompanhar cravos e manjericos...um rol infindável! São da autoria espontânea de:

Zaida Paiva Nunes


»»»
INFORMAÇOES GERAIS:
1 - Hoje comemorou-se o Dia da Junta de Freguesia de Leiria. Este dia foi escolhido sob grande contestação, pois que há documentos importantes que abonariam a favor do dia 22 de Maio.
2 - INFORMAM-SE OS LEITORES DESTE BLOGUE QUE SE INTERESSAM SOBRE A MELHOR FORMA DE RESOLVER AS VÁRIAS QUESTÕES E DIRIMIR OS VÁRIOS INTERESSES QUE SE ESTÃO A DESENVOLVER À VOLTA DO "CENTRO HISTÓRICO DE LEIRIA" , QUE O BLOGUE "DENTRO DE TI Ó LEIRIA" VAI PASSAR A PRESTAR MAIS ATENÇÃO A ESTE CANDENTE TEMA LEIRIENSE.
ESTÃO A MOVIMENTAREM-SE FORÇAS PODEROSAS NO SENTIDO DE FORÇAR A INSTALAÇÃO DA "CASA DO CIDADÃO" EM LOCAIS DIVERSOS EM LEIRIA, CONSOANTE OS INTERESSES EM JOGO. UNS ARGUMENTAM QUE DEVERÁ FICAR NI CENTRO HISTÓRICO DA CIDADE, OUTROS QUE DEVERIA APROVEITAR O TOPO NORTE DO ESTÁDIO DE FUTEBOL DE LEIRIA, O ESTÁDIO MAGALHÃES PESSOA, QUE, COMO SE SABE, AINDA ESTÁ INCOMPLETO, 5 ANOS DECORRIDOS DESDE QUE FOI INAUGURADO PARA LÁ SE REALIZAR UM JOGO DO EUROPEU DE FUTEBOL DE 2004.

Em tempo:
Entretanto, a Junta de Freguesia de Leiria, que tem a obrigação legal, política e social de defender os interesses da Freguesia de Leiria, não se manifesta. Qual é, afinal, o papel da Junta? Decorativa? Fazer umas quermesses, levar os idosos a fazer uns passeios, assinar o expediente, receber honorários de montante já significativo? Não lhe cabe mais nenhum papel no âmbito da defesa do interesse dos seus fregueses?

Para que é que serve uma Junta que não tem voz activa, por negligência e omissão?

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2009/05/22

Dia de Leiria (Município)


(foto "controlKedições")
Hoje comemora-se o Dia do Município de Leiria
-
LEIRIA
.
A minha terra...Basta ser a tua
Para que mais nenhuma assim me agrade,
Na parte velha, a nossa mocidade
(A cegueira dos anos...) continua.
.
Ora me demorei vendo uma rua;
Talvez a mais antiga da cidade...
Conserva-te menina: ingenuidade,
Comedimento, a não ver Sol nem Lua.
.
Há bairros novos, casas de cimento,
Reparos brancos em ruínas, feira
mudada, restaurantes, movimento,
.
Outras línguas - política, suponho,
Recolhamos, afável companheira,
À capelinha rósea de meu sonho!
-
Acácio de Paiva
(1863-1944)
In Acácio de Paiva - Um Crésus perdulário
Américo Cortez Pinto - 1968
O autor deste blogue está a compor esta entrada, pressionado pela gestão do seu tempo disponível tendo em conta a época do ano e a necessidade premente de cumprir prazos implacáveis no âmbito da sua actividade profissional.
Pela janela do meu escritório de trabalho, vejo a Sé Catedral de Leiria com o seu Adro e o respectivo Largo. Do interior do templo ouvem-se, vagamente, os cantos de Grupos Corais. À esquerda, olhando mais para o alto, o Castelo de Leiria, a Torre Sineira, a rua empedrada que sobe até à Igreja de S. Pedro, ao Antigo Paço Episcopal e ao próprio Castelo, a figura mais emblemática da cidade de Leiria, a par do seu rio Lis, talvez dos rios mais escritos e cantados por poetas, músicos e prosadores.
Na casa onde me encontro, nasceu há 145 anos, o poeta autor deste belo soneto dedicado a Leiria. Aqui vivi e trabalho desde 1968. Aqui nasceu a Zaida (Paiva e... Nunes), também ela com uma veia poética, quantas vezes espontânea..., o meu filho Bruno (Paiva e Nunes)... Aqui continua viva a alma da família Paiva. Aqui pairam, a silhueta grandiosa de Eça de Queirós e ondas sublimes de inspiração do seu celebérrimo romance "O Crime do Padre Amaro".
Muito gostaria de, neste ensejo, escrever, escrever até que as mãos me doessem de tanto bater no teclado do computador, sobre o lídimo escritor, prosador e poeta, bucólico, humorista, dramaturgo, um dos mais crésus perdulários, com a sua extensíssima obra espalhada por todos os jornais e revistas da sua época. Acácio de Paiva(*). Muito gostaria de vos transcrever, aqui, agora, mais poemas de Acácio de Paiva. A falar, infatigavelmente, da sua amada Leiria, dos rios Lis e Lena, da Sra. da Encarnação, das Olhalvas e das suas ervinhas, da Sra. do Monte, da Rainha D. Isabel e dos seus ciúmes de amor provocados pelos muitos amores de D. Dinis, o semeador do Pinhal de Leiria, de S. pedro de Moel e do seu grande amigo, Afonso Lopes Vieira, da variada correspondência que trocavam entre si.
Sem esquecer a sua amada terra das Olivais (Ourém), onde faleceu na sua Casa das Conchas, e dos seus verdes prados, do arvoredo cheio de aves, quais diáfanas inspirações para muitos dos seus poemas bucólicos e de saudades múltiplas!...
- (*) Está em curso a organização de vários eventos em sua homenagem, durante o corrente ano, promovida sob a coordenação da AOD - Associação Oscilação Dinâmica, sedeada no Largo do Gato Preto, em Leiria (ver entrada recente).
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2009/04/14

ACÁCIO de PAIVA nasceu há 145 anos, em Leiria.

. Como já se devem ter apercebido, sou um fã incondicional de Acácio de Paiva, lídimo representante das letras portuguesas, humorista de refinado quilate, prosador e poeta de reconhecido mérito, que muito honra a cidade que o viu nascer em 14 de Abril de 1863, no Largo da Sé, 7 , em Leiria, na célebre casa "Pharmácia de Leonardo da Guarda e Paiva", a "botica do Carlos", a que se refere Eça de Queirós, no seu imortal "O Crime do Padre Amaro".
Hoje à tarde, ia eu a sair do meu escritório, sito precisamente no 1º andar dessa casa, que pertence à família Paiva (por parte de José Teles de Almeida Paiva) e à qual estou ligado por casamento, quando o meu amigo e vizinho da Rua da Vitória, o Fragoso, me chamou e questionou-me sobre se tinha lido o Diário de Leiria de hoje, dia 14 de Abril de 2009. Que vinha lá um artigo sobre uma pessoa da família, Acácio de Paiva! Que não, respondi eu, mas que não podia deixar de lhe dar uma vista de olhos (melhor dizendo, ia lê-lo e guardá-lo, claro está).
Ainda ontem à noite tínhamos estado a falar sobre Acácio de Paiva numa reunião/tertúlia no "Caffé Gato Preto", a que, por sinal, dei bastante relevo na entrada anterior deste meu blogue.
Sem mais delongas, façam favor de ler esse artigo, que o reproduzo ao lado, mesmo sem pedir licença ao autor e ao Jornal. Não ma negavam, que bem me apercebi nas conversas entretanto havidas a este propósito.
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(clic em cima da imagem para melhor ler)
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Um amigo, mesmo agora, recordou-me uma quadra, que ficou na sua mente, tantas vezes eu falo, publicamente, de Acácio de Paiva e em particular da sua poesia:
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Anda o moinho de vento
a moer, sempre a moer
mais mói o meu pensamento
Saudades por não te ver
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Nota: Outras entradas anteriores sobre Acácio de Paiva.(clic)
------- Veja também apontamento "Região de Leiria" de 17-04-2009 em "dentro de ti ó Leiria"
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2008/06/23

Será mesmo o fim dum ciclo?


Quem tem acompanhado os meus últimos posts decerto se apercebeu que tenho dado relevância exclusiva ao lançamento de dois livros de poesia, que conjuntamente com um outro publicado há dois anos, formaram uma Trilogia poética. Suavemente...quse sem se dar por ela. Mas a querida amiga Otília Martel, que recentemente também lançou o seu livro de poemas "Menina Marota, um desnudar de alma" que muito sensibiliza quem o lê e nele acaba por ver uma grande poeta como que previu o que se passava em Leiria e veio de Gaia a esta cidade, assistir a este evento e confraternizar. Como sabem os que têm acompanhado a blogosfera na área da Poesia a "Menina Marota" foi um blogue que muito marcou os amantes desta nobilíssima forma literária. Bem o quis fechar, mas não teve como resistir a tanta pressão vinda dos seus habituais leitores... É assim que ainda o podemos ler e reler no mesmo sítio na Internet. Sempre com renovado agrado. Na foto que tenho o arrojo de publicar neste post, podemos apreciar Otília Martel, de surpresa, a dizer o poema de Zaida Nunes e que consta do marcador dos seus livros (foto ao lado), "Rosa de Inverno". Muito obrigados, eu e a Zaida, por tão grande esforço físico e psicológico, estou em crer, para poder estar umas poucas horas connosco na Barreira - Leiria, a festejar o fim dum ciclo da poesia de Zaida Paiva Nunes.
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2008/06/21

Zaida Paiva Nunes - Trilogia Poética

Por entre dois dos três ramos dum Louro, entrelaçados, as Hortênsias, o balancé dos netos, Yucas, Tangerineira, Jarros... e o verde desta Primavera de 2008, Infinita que ela se nos quer mostrar!...

Amanhã, Domingo, Barreira, Leiria, à tarde. 16 horas. Salão Paroquial da Barreira.
Apresentação dos dois últmos livros da Trilogia Poética que a Zaida se propôs levar a cabo.
Cá os esperamos para partilhar connosco, autora, família, editor, freguesia em geral, este evento singelo, humanista, em mira o contributo possível para o incremento do gosto pela Literatura em geral, pela Poesia em particular.

A Vida sem Poesia é mais vazia...

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2008/06/14

Exposição de Pintura nas Tasquinhas da Barreira

A originalidade artística do Termo de Abertura dum Livro de Honra das visitas à exposição de Pintura de Arnaldo Barateiro.
Leiria - Anos 50 - Mercado dos cereais (daí, nesses tempos, a Praça Rodrigues Lobo ser popularmente conhecida por "Praça dos Feijões"). Óleo s/ tela 41x33; ao lado; Leiria - Porta principal para o antigo e histórico "Edifício Garage".Este edifício está, actualmente, a ser objecto de obras de ampliação, mas irá manter a traça original da sua interessantíssima fachada central e lateral.
Dois artistas residentes na freguesia da Barreira: O pintor Arnaldo Barateiro e a poetisa Zaida Paiva Nunes(*). Em fundo, três quadros dos que constituem a Exposição. Os dois, à direita, representam respectivamente a Igreja Matriz e Solar do Visconde e outra perspectiva da Igreja Matriz e o Pórtico do Solar do Visconde.
Claro que não podia desperdiçar este ensejo sem deixar uma referência, típica e simples que seja, ao motivo fundamental das várias iniciativas que compôem este fim-de-semana das Tasquinhas e Festival de Folclore da Barreira 2008.
(clicando em cima das fotos apreciam-se muito melhor os pormenores. Vale a pena.)
(*) Como já ficou publicitado em post recente, Zaida Nunes vai lançar dois livros de Poesia no próximo dia 22 do corrente nesta mesma freguesia da Barreira, no Salão Paroquial, pelas 16 horas.
(**) "Os óleos deste pintor da nossa terra são quase hiper-realistas, não ficando atrás do que melhor e mais recente está a ser criado por pintores americanos actuais". - João Roda, Arquitecto.
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