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2012/05/31

Júlio Dantas na vida de Acácio de Paiva


Nas minhas buscas incessantes à procura de informações sobre factos ou personalidades que tenham alguma ligação, ainda que ténue, com Acácio de Paiva (tenho-o evocado insistentemente nestes últimos tempos), encontrei o livro "Júlio Dantas - Uma vida*Uma Obra*Uma Época" da autoria de Luis de Oliveira Magalhães, ed. Romano Torres, de 1963.

Comprei-o há uns anos num alfarrabista de feira das velharias, por 1 €uro, em Monte Gordo.


Acontece que a vida de Acácio de Paiva se cruzou com a de Júlio Dantas em várias ocasiões, particularmente, nas suas atividades literárias, jornalísticas e do Teatro de Revista do princípio do século passado.
Oliveira de Magalhães era também crítico teatral e amigo pessoal de Júlio Dantas.


Quer Júlio Dantas quer Acácio de Paiva  escreveram em parceria com Ernesto Rodrigues, várias peças de teatro, designadamente, "A Santa Inquisição" em março de 1910 e "Sol e Dó", em 1909.
De relevar a importância da ação de Ernesto Rodrigues na renovação do Teatro de Revista na fase de transição para a I República, particularmente através do movimento "A Parceria" (1912-1926).


A partir de Julho de 1916 Acácio de Paiva substituiu Júlio Dantas na "Crónica do Mês" na célebre e histórica revista "Illustração Portugueza", mantendo, em simultâneo a responsabilidade pela manutenção de "O Século Cómico" como seu Diretor, incorporada na IP por necessidades de gestão do papel que escasseava por causa da I Guerra Mundial.

2011/07/14

Sudoeste Alentejano

Praia de Odeceixe.

A pensar na vida!...no areal da Praia de Odeceixe...
Junto às falésia, íngremes, 100 metros de altura, em Zambujeira do Mar...

Capela junto às falésias sobre o Atlântico, em Zambujeira do Mar...
O Sudoeste Alentejano mais parece um deserto cheio de oásis... lindos, portugueses, muito frequentados pelos nossos "irmãos"... da União Europeia.
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Por acaso e coincidência: hoje, a páginas 25 do "Correio da Manhã" vem a notícia de que está em curso uma campanha publicitária "Conquiste el Alentejo", lançada pela "Agência Regional de Promoção Turística do Alentejo (ARPTA) para cativar turistas espanhóis. Nos cartazes espalhados pelas regiões de Madrid, Catalunha, Galiza e País Basco e no site «www.conquistalentejo.com» vê-se uma bandeira espanhola hasteada em vários locais turísticos da região alentejana.


Corre uma petição na internet que exige a retirada desta campanha, que custou 200.000 Euros.


@as-nunes
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2010/09/24

Castelo de Leiria na Corte d´El Rei D. Dinis

(Foto do autor do blogue - clic para ampliar)
Com o objectivo de celebrar a história e a identidade regional do Pinhal Litoral, a autarquia de Leiria organizou o Festival de Animação em Rede, que se desenrola no Castelo de Leiria até domingo.
Estórias Vivas de Lendas Antigas, acção destinada em exclusivo ao 1º ciclo, vai recriar quatro lendas ligadas ao concelho. Zhara, O Pagem Invejoso, O Milagre das Rosas e A Fonte do Rei vão ser apresentadas em diferentes pontos do castelo e terão a duração de 15 minutos cada.
No fim-de-semana, os eventos destinam-se ao público em geral. A Corte D’El Rei D. Dinis é a recriação histórica de oito séculos, que irá ajudar a dar a conhecer um pouco mais da história de Leiria e do seu castelo.
Com a entrada livre, no sábado é apresentado D. Dinis, o Agricultor, entre as 17 e as 24 horas.
A abertura do mercado dar-se-á com a chegada do rei D. Dinis e do cortejo régio. Até ao final da noite é possível assistir ao juízo de heréticos e malfeitores, a danças e festejos, a um concerto de música e à lenda da donzela encantada, entre outras representações.
No domingo as sessões começam duas horas mais cedo e terão como temática D. Dinis, o Trovador.
Ao longo da tarde, entre outras encenações, haverá demonstrações de combates, cantigas de amigo e amor, a recriação de uma missa em latim e um assalto ao Castelo de Leiria por castelhanos.

Texto in
Jornal de Leiria - 23 de Setembro de 2010

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2010/03/05

Destruição de livros pelas Editoras


Na capa do jornal I de hoje.


Já se sabia, mais ou menos veladamente, que as Editoras utilizam este processo para se desfazerem de milhares de livros que não conseguem escoar através dos circuitos comerciais.

Dificilmente se poderá aceitar que esta prática das Editoras tenha que ser a derradeira decisão para desocupar os armazéns dos seus livros por vender.

Tanta biblioteca, quer no território português quer nos restantes países lusófonos, para não falar de outros países em que se falam outras línguas, que receberiam esses livros de braços abertos!

Nesta oportunidade desde já me apresento como voluntário para receber uma parte desses livros e proceder à sua distribuição gratuita ou a preços simbólicos, em condições a combinar.

Destruir livros por mera estratégia mercantil?

Inadmissível!
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2010/02/12

Portugal visto pelo "buraco da fechadura"


Tanto alarido! Tanta balbúrdia!

Afinal, que país é este em que vivemos?

Neste momento que Portugal atravessa, toda a estrutura política e administrativa da Nação, está a ser posta permanentemente em causa!

Os ataques feitos nos Media ao Governo e à Justiça, sucessivamente e duma forma demolidora, estão a pôr à prova a capacidade de resistência psicológica dos protagonistas imediatos, mas também da população em geral.

Em quem acreditar?
Afinal, o que é que se passa neste país?

Pelo que me arrisco a depreender, das duas uma: ou temos um Primeiro Ministro que tem andado a trilhar caminhos obscuros e que, portanto, deveria ser investigado com todo o rigor; ou então estamos face a uma campanha orquestrada com meios poderosos e que visam, pura e simplesmente, aproveitar a conjuntura económica, política e social desfavorável, para derrubar o actual Governo e abrir caminho à propalada mudança. Que mudança?!

A verdade é que já há fumo demais!
Acabe-se com esta intrincada telenovela, antes que acabemos por esticar o pernil, intoxicados!...
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2010/01/01

Leiria do Rio Lis...em tempo de muita chuva

Leia-se, também, o belo poema de Soares Duarte, p. 12 do boletim nº 2, da ACLAL (aqui)

Da ponte Hintze Ribeiro, em 30 de Dezembro, tempo de muita chuva, o rio Lis (*) e as suas águas, ora de curso lânguido e cantado por variadíssimos poetas e trovadores, ora de rápidos e cheias que se espraiam pelas várzeas luxuriantes do vale do rio, desde a zona da Barosa até Monte Real...

(*) A etimologia da palavra identificativa do nome do rio que atravessa Leiria, vindo das Fontes, freguesia de Cortes e terminando o seu curso de cerca de 50 Km, no Atlântico, na Praia da Vieira, tem suscitado algumas confusões, que talvez pudessem ter sido evitadas, na devida oportunidade. A palavra correcta deve ser "LIS", como aliás, se tem vindo a usar da há já umas décadas a esta parte.
Uma das opiniões, favoráveis à utilização da toponímia "LIS" e não "LIZ" é a de Manuel Marques da Cruz, conforme publicou o "Jornal das Cortes nº 106, 2/Set/96, p.6). (v. também o livro "Recortes do Jornal daí" vol I, pág. 297).
Resumindo: concordo com a forma simples como se conclui pelo uso da palavra LIS. Resultará do cruzamento da palavra lilium com a palavra Iris. Pondo isto em linguagem genética, direi: de lilium veio o cromossoma "l", e de Iris os cromossomas "is": i + is = lis.
Continua, Marques da Cruz: O lírio e a Iris são plantas da mesma família, mas de géneros diferentes. Os franceses têm um rio a que chamam Lis. Que nunca escreveram com um "Z"; os bons dicionários portugueses só registam a forma "Lis"; o Armorial Lusitano diz-nos que já em 1528 uma família nobre tinha o apelido "Lis".
Também adoptam a designação "LIS" outros dos mais categorizados dicionário portugueses:
- Enciclopédia Verbo
- Dicionário Etimológico, de Pedro Machado
- Dicionário Lello
- Dicionário de Augusto Moreno
- Dicionário da Literatura Portuguesa, dirigido por J. Prado Coelho

Consultando  eu o "Grande Dicionário Enciclopédico Ediclube" de 1996 pode ler-se: 
LIS. (fr.lis, do l. lilium). s.m. LÍRIO. || v. FLOR-DE-LIS.
LIS. Rio da subregião Oeste, que banha Leiria e desagua em Vieira de Leiria, após um percurso de cerca de 50 Km. Pouco caudaloso, atravessa uma região onde as explorações suínas e as variadas indústrias que rodeiam a cidade de Leiria têm contribuído para o aumento da sua poluição.

Ou seja: será de manter estas placas toponímicas com nomes alegadamente errados? É que ninguém consegue em bom rigor, justificar esta grafia, que está bem implantada na ponte Hintze Ribeiro e noutros locais, ao longo do percurso do rio Lis. E lá vão coexistindo, dolentemente, como se estivessem ali a disputar a toponímia correcta para o nome deste belo rio português.
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2009/05/07

Leiria - jornais locais e a blogosfera



A interacção entre os jornais e os blogues já é por demais evidente, a despeito da relutância de alguns jornais em referir que alguma da sua informação é bebida nos blogues. O contrário também é nítido, temos que o convir. O que, no primeiro caso, até nem vejo que problema possa haver, inclusive em receber de braços abertos, todas as informações da mais variada natureza, que os bloguistas lhes possam disponibilizar . E vezes sem conta, em "última hora" e on line.

A verdade é que o blogue chega mais fácil e rapidamente a qualquer parte do Mundo que os jornais de papel. É claro, no entanto, que nunca poderão ser tão abrangentes e profundos e de manejo palpável, como o jornal de papel.

E nós bem sabemos como é que os nossos concidadãos espalhados por todos os países, recebem de braços abertos, todas as informações que os bloguistas lhes possam disponibilizar, especialmente os que se relacionam com a sua terra natal, outros locais e pessoas de referência das suas vidas passadas no seu torrão natal.
Basta que os nossos blogues passem a ser referenciados nos motores de busca da internet para passarem a ter leitores de todo o Mundo, que se habituam a visitas regulares à procura de novidades.
Para isso também é fundamental não se descurar a qualidade literária, os temas abordados e o próprio design do blogue. O que obrigatoriamente nos obriga, a nós, amadores, a dispêndio extra de energias, tempo e dinheiro. É que, ainda que tenhamos à nossa disposição, vários servidores e organizações do gabarito do “Sapo” e da “Google”, para não me tornar demasiado extenso, será de grande utilidade ter sempre à mão uma boa máquina fotográfica, uma outra que caiba no bolso e que permita a fotografia e o vídeo e um bom PC portátil com ligação à rede wireless, de preferência.

Tenho este blogue activo há quatro anos.

Já cheguei à conclusão que os portugueses de todas as partes do Mundo constituem uma boa fatia do bolo dos visitantes.
Enquanto conseguir manter o entusiasmo que me anima a esta tarefa, este será um dos meus principais objectivos.

Pelo título, pode concluir-se que os temas abordados têm sido os mais dispersos, variados e actuais. Assim pretendo que continue a ser, em primeira instância.
No entanto, é muito natural que me debruce principalmente sobre questões ligadas a Leiria e até a Viseu. Sempre que possível, também à zona do Porto, onde vivi até aos 9 anos e, mais tarde, para lá voltei, nos anos 60, para prosseguir os meus estudos académicos. Enfim, as terras onde tenho as minhas raízes mais profundas…e que ajudaram a definir a matriz da minha personalidade e carácter.
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Resumindo e concluindo:
Penso que é salutar a existência dos blogues, mesmo que, em muitos casos, em complemento dos jornais e outras formas profissionais de fazer jornalismo. Esta forma de comunicar, tem-se vindo a revelar dum interesse excepcional, não só para os próprios bloguistas, mas também como reforço da quantidade e qualidade da informação que fica à disposição de todo o Mundo duma forma instantânea e facilmente localizada através dos motores de busca da Internet.
Estamos a construir a passos de gigante uma janela com vistas largas para todo o Mundo. Umas vezes indiscreta, outras intimista, técnica, científica, cultura em geral, e, na maior parte dos casos, um excelente balão de ensaios literários...
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Só uma nota preventiva há que realçar: nem toda a informação que, através dos blogues, assim como por qualquer outra forma, vai para a grande base de dados da Internet, é incontestável.
Nós, os utilizadores, é que temos que nos prevenir contra quaisquer desinformações ou falsas informações que nos colocam à disposição...na esmagadora maioria dos casos, duma forma completamente gratuita e tentadoramente prática!
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2009/02/13

Venha mais um...

MSN, hoje:
Vitor diz:

Os 62 terão que ser uma grande fase na vida de um homem. Porque o objectivo é garantir um percurso em crescendo. Porque é absolutamente imperioso não perder a capacidade e a ousadia de sonhar.

Vitor diz:

Então, de imediato, o desejo de um grande aniversário. Com a família, que sabemos ser o que temos de mais precioso. Um abraço muito fraterno do teu irmão Vítor.

Respondi:

Obrigado, irmão. Abaixo a m. da crise!… e dos que a motivaram com a sua ganância desmedida!…

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Já agora, tomem lá mais esta dose:

Acabei de dar a minha semanal vista de olhos pelos semanários de Leiria.

Destaco três títulos:

1- Empresários da região investem milhões em tempos de crise;

2- Crise, por Carlos André;

3- Tenho medo, por Sílvia de Oliveira;

Um desses semanários até o assinava, isto é, pagava 30 e tal euros e recebia-o, normalmente à segunda-feira quando a sua distribuição é (e se justifica que o seja) à sexta-feira de cada semana. Há já uns tempos que não o assino, que é o mesmo que dizer que estou em maré de poupar em tudo o que me for possível. É um facto que as receitas financeiras familiares estão em decadência mas as despesas essas não há maneira de acompanharem a “deflacção” que é uma consequência lógica da lei básica da economia: os preços andavam numa subida louca que não dava para perceber. Num ápice, após notícias de alarme da finança e do Imobiliário nos Estados Unidos, as pessoas desataram a fazer contas à vida. E concluíram que o seu balanço estava negativíssimo. Que andavam a assumir compromissos em casas e carros e viagens e férias sem se prepararem com estudos de risco e económico/financeiros. Que isso era só para as empresas. Para as grandes empresas, principalmente. Resultado. As pessoas começam a pensar na vida que levam. Logo a seguir começam a divulgar-se vigarices na alta finança. E não só. Vigarices que atingem números impensáveis. E começamos a admitir que andávamos iludidos. Que nos andavam a aldrabar. E perdemos a confiança nos bancos. E nas instituições. E no sistema político em que assenta a organização administrativa, económica e social das Nações. E começamos a gastar menos. Muito menos. E a economia de consumo começa a ressentir-se. Sem vendas as empresas entram em crise, a reduzir a sua capacidade de produção. E começam pelo elo mais fraco. Os trabalhadores. Despedimentos e mais despedimentos. Se o consumo já estava em decadência mais essa tendência se reforçou. E entrámos num ciclo infernal. Sem dinheiro não há consumo. Sem consumo não há vendas. Sem vendas não há produção. Sem produção não se justificam as empresas. Sem empresas não há trabalho. E o dinheiro? Onde está o dinheiro que devia andar em circulação? Muito desse “dinheiro” nem sequer existia. Era constituído por bits a circularem nas bases de dados, estas que até já comunicam umas com as outras automaticamente. Às vezes até já autonomamente. Que fazer? Só ouvimos o eco da nossa interrogação. Ninguém parece ter soluções para esta crise. E vem o medo. O medo do que vai ser a nossa vida e a dos nossos filhos e a dos nossos netos, no futuro. Futuro, cada vez mais próximo e negro. E ficamos pessimistas… Começamos a colocar em causa todas as teorias económicas e sociais em que assentava a vida do Homem na Terra. E esta sensação amarga alastra-se como uma pandemia. Como foi possível chegar a uma situação como esta?
Temos que ir à luta. Temos que estar cada vez mais atentos e de nos darmos conta do que se passa na realidade. No entanto, não nos esqueçamos que o sonho comanda a Vida!...

2008/08/02

Arquivo Distrital de Leiria e "O Século"


Fui ao Arquivo Distrital de Leiria à procura dos jornais "O Século" do princípio do século passado. Estava um dia de Verão.
Terei que ir à Biblioteca Nacional para tentar descobrir umas quantas informações necessárias para um trabalho em que ando envolvido?
Dava um jeitão haver uma base de dados digital disponível via Internet do conteúdo destes jornais antigos...

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2007/10/30

Escrever para comunicar

Já atingi a idade que me outorga a qualidade de sexagenário. Parece-me impossível, mas deve ser verdade, a avaliar pela data de nascimento que consta do meu Bilhete de Identidade.
Talvez por me ter tornado radioamador em 1980 e porque sou um observador impenitente, desde que me conheço que me esforço, com entusiasmo, por acompanhar a evolução das novas tecnologias, sempre que possível, fazendo as minhas próprias experiências. É certo que começo a sentir que cada dia que passa vou perdendo o ritmo necessário para acompanhar a velocidade estonteante com que estas ditas TI´s evoluem, em acrobacias quase esotéricas.
Vem tudo isto a propósito dum artigo de opinião, ou talvez não só por isso, em que o “micro-empresário” Paulo Marques escreve no “Jornal de Leiria” de 2 de Agosto de 2007: “Se escrever é um acto íntimo de cada um, então por que é que as pessoas mostram aos outros?”. Li este artigo de fio a pavio e engracei com o estilo.
É que me sinto nitidamente enquadrado nesse papel, a escrever “só porque sim”… e pronto! Claro que se conseguir prestar o meu contributo para a sensibilização dos problemas sociais que nos poderão afligir, tanto melhor. Reconheço, no entanto, que para se poder chegar às pessoas pela escrita, é preciso imprimir o estilo literário mais apropriado, no meu caso talvez mais sofisticado, mais “trabalhado”. Paciência. É assim e pronto!
Já ando a escrever umas coisitas na Internet e na imprensa há muitos anos. Na Internet, pelo menos desde 1998. Duma forma intermitente, algumas publicadas, outras não, outras nem por isso. Nem por isso? Pois, aquelas coisas que vamos “postando” nos “blogs”. Postar? Bloggar? Cá por mim, já comecei a aportuguesar estas expressões: postando, blogue. Como devem estar a perceber ando por aí, pelos blogues. Mas não sou dos que pensam que a informação/notícia escrita em papel vai passar rapidamente à História. Haverá lá forma de substituir os jornais e livros em papel sem que isso não nos venha a afectar psicologicamente? Afinal, o Homem não é nenhuma máquina sem sentidos. Dos quais não poderemos nunca prescindir: gostar, olhar, cheirar, tocar, ouvir…Já alguém nos demonstrou que aquilo que vemos no computador se pode cheirar e tocar?
Isto mesmo antes de referir um aspecto que é do desconhecimento da maior parte das pessoas. Os radioamadores terão sido os primeiros utilizadores/experimentadores da troca de mensagens digitais duma forma mais ou menos organizada a nível mundial. Os sinais binários eram emitidos e recebidos via rádio, modelados/demodelados através de computadores (desde os tempos dos micro 48k com cassetes de bobine magnética, passando pelos 8088 e por aí fora), nas bandas de amador. A questão é que se começar aqui a falar de RTTY, SSTV, “Packet-radio”, SSB, Nodes, etc. muito poucas pessoas entenderão do que se estará a falar. Tudo isto aconteceu antes do advento da Internet de utilização popular.
E pronto, era só esta gatafunhada que vos queria aqui mostrar. Claro, aproveitei o ensejo para falar do hobby da minha vida e de mais alguns milhares a nível nacional, o radioamadorismo, de cujas performances me servi, durante mais de 25 anos a esta parte, para contactar em fonia e por escrito (em papel e por via digital) milhares de correspondentes em todo o Mundo. É que nós, os sexagenários – particularizando os que ainda por cima são radioamadores, internautas e com ganas de escritores - já não iremos durar muito mais tempo, como é natural!…E mais. Podemos gabar-nos de sermos a geração do pontapé de saída das novas Tecnologias. Para o bem e para o mal. Espero bem que os nossos continuadores acabem por conseguir que essa ferramenta e/ou arma vital possa vir a ser utilizada em defesa da qualidade de vida da Humanidade.

(António Nunes - Publicado no "Jornal de Leiria" em Agosto de 2007) - A foto não consta do texto publicado, mas como podia eu falar em formas de comunicar sem fazer referência à fotografia, uma das minhas formas preferidas? Estávamos em meados de Setembro de 2007, o rio Lis aí seguia, espelhando as margens enamoradas pelo seu correr de mansinho em direcção ao mar, a pouco mais de 20 km, a Oeste...

2007/09/14

Segurança?!...


O açude das Cortes. Logo a seguir o rio Lis vira à esquerda e entra na zona da Nora. Um sítio de excelência, muito aproveitado pela rapaziada para umas boas banhocas e para a prática de desportos náuticos, nomeadamente canoagem.
Há uns meses atrás, uma árvore (penso que um choupo) partiu-se e caiu sobre o Rio Lis no açude das Cortes. Era, de facto, de grande porte e a sua queda podia ter provocado maiores estragos. De qualquer modo não comungo da mesma opinião que o "Jornal das Cortes" na sua edição de 8 do corrente. Na minha opinião, dado que se trata duma zona ribeirinha, clássica e de grande interesse ambiental, em vez de se ter procedido ao abate a eito de "faias"(*) (segundo o jornal, aliás um dos de maior renome e já com 20 anos de vida influente na comunidade local), conforme se pode ver nas 1ª e 3ª fotos, bem se podia ter apelado ao bom senso e conciliado a segurança com a necessidade premente de se preservar o ambiente e o ecossistema da área, com podas bem orientadas. Além do mais, depois de podadas com critério, as raízes daquelas árvores poderiam ajudar à fixação de terras, protegendo assim, a margem do rio.Mais umas quantas árvores de referência e de nítido interesse ambiental e paisagístico que se abatem, quanto a mim desnecessariamente!...
Justificação do abate, segundo o jornal em referência: "Devido ao seu porte de respeito, mas sobretudo à erosão da margem direita do rio naquele local, há ali mais faias cuja queda se adivinha, com os perigos inerentes em tal circunstância."... Agora aí estão, transformadas em belíssimos troncos de madeira de bom valor comercial. Assim seja!
(*) A caracterização de grupos de árvores como sendo faias nem sempre significa que elas sejam efectivamente faias, na sua classificação científica. Aliás, nesta zona, é frequente denominar-se faias a pequenos bosques de choupos, de freixos e até pinhais. O caso mais típico é o da Cova das Faias. Neste local, no IC2 entre Boa vista e Marrazes, existem/iam somente pinhais e eucaliptos. Perto, observável a partir da variante entre o IC2 e a A1 (entrada nos Pousos), ao longo e no resto do vale da Ribeira do Sirol, existem vários bosques, mas de choupos e de alguns freixos, que não de faias, como é comum ouvir referir.
Para quem tiver algum empenho em informações mais completas sobre as faias (fagus) aconselho uma consulta aqui.
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2007/05/16

Blogues e Jornalismo

Na semana passada o "dispersamente" mereceu o destaque no semanário de tiragem nacional "TAL&QUAL" conforme de pode ler ampliando-se a imagem acima. (clic)
Da leitura do artigo da responsabilidade daquele semanário, pode concluir-se do interesse que muitos dos
comentários aos posts assumem, quantas vezes até para complementar ou mesmo ajudar a esclarecer o conteúdo do próprio post. É o caso presente, em que um comentador acabou por ajudar a esclarecer o caso do tempo de permanência dos cartazes que anunciam obras públicas.
Mais uma atitude exemplar do que pode e deve ser a interdependência dos jornais com os blogues. Quanta informação não circula na blogosfera, que poderia ser, com proveito para todos os leitores, utilizada pela imprensa na devida oportunidade, daí resultando uma maior e mais completa divulgação pelos vários públicos.
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2007/01/12

TAL & QUAL - "CIDADÃO JORNALISTA"

Há dias recebi um e-mail dum jornalista do semanário "TALeQUAL" que muito me surpreendeu, dada a minha não ambição de grandes voos mediáticos à conta deste meu blogue "DISPERSAMENTE".

A páginas 27 do último número, o 1386, semana de 12 a 18 de Janeiro de 2007, sob o honroso título "Blogue Bem Informado" lá vem um artigo "VEJA NA NET", uma referência muito elogiosa acerca do papel de participação que os blogues podem desempenhar na vida em sociedade. Neste artigo faz-se uma alusão concreta ao post "Afonso Lopes Vieira e os Jacarandás" conforme o que está publicado no endereço

http://dispersamente.blogspot.com/2006/12/afonso-lopes-vieira-e-o-jacarand.html

Aqui está uma matéria a debater com mais profundidade: a complementaridade do Jornalismo profissional com o papel desempenhado pelos blogues.

Muito interessante.

2006/06/09

Vogar na onda dos Blogues (blogs)

Inicio, nesta data, a minha participação no Mensário acima, abordando temas relativos à Internet, aos Livros e aos Blogues. Uma interdependência indissolúvel.

"DISPERSAMENTE" - Nota 1.n
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Vogar na onda dos blogues (blogs)
.
Para se exercer, duma forma profissional, a actividade de Jornalista, é suposto que se detenha a correspondente carteira profissional, a qual determinará a necessária cobertura deontológica. O estatuto de jornalista credenciado há-de conferir ao seu portador determinados direitos, deveres e privilégios, quando em serviço.
Entretanto, com o incremento do uso da Internet, concretamente, do uso e abuso dos blogues, começam a surgir verdadeiras empresas editoras de informação, algumas organizadas, outras
sob a forma de iniciativas individuais. Sem regras legalmente bem definidas. É verdade que muitos desses blogues estão a apresentar-se com uma qualidade excepcional, seja no seu conteúdo seja na sua concepção gráfica.
De qualquer modo, penso que teremos que, com urgência, reformular a “carteira” de jornalista, enquanto forma de integrar esta actividade de inegável interesse público e social. A Liberdade desregrada da Internet actual não deverá ser objecto de legislação apropriada? Parece-me bem que todos concordarão que algo terá que ser feito, lesta e concretamente, ao ritmo da incrível e incontornável velocidade da evolução da tecnologia das comunicações. Não é admissível a permissividade a que se assiste actualmente sem que o poder político e legislativo consiga, atempadamente, adaptar-se a esta escorregadia realidade dos nossos dias.
Quer-me parecer que estamos a começar a ser confrontados com informação desmesurada - alguma completamente à margem de qualquer norma geralmente aceite - muita que, com toda a certeza, ficará irremediavelmente votada ao esquecimento e à indiferença dos utilizadores da Internet e de outros meios audiovisuais. Quantas vezes, muito simplesmente porque os seus autores não são pessoas mediáticas, reconhecidas imediatamente pelo seu nome e pela imagem que a rádio e a televisão (particularmente esta última) têm vindo a passar para a opinião pública.
Durante muito tempo tentei resistir ao facilitismo da edição digital em blog (blogue).
Actualmente estou rendido a esta forma de comunicar. O Blog está-se a revelar uma forma extremamente fácil de utilizar e ao alcance de qualquer pessoa minimamente interessada e que pretenda tornar pública a sua opinião ou expor qualquer tema, por mais diversificado que ele seja. E tem uma vantagem adicional, que é dispor, em simultâneo, de três vias fundamentais para a transmissão de mensagens: texto, áudio e vídeo.
Como combater esta tendência – de qualquer modo inevitável - para o recurso à comunicação via internet, em detrimento daquela que é veiculada usando o suporte de papel?
Eu sou dos que ainda se emocionam com um jornal ou um livro em papel, pelo privilégio de, para além de os ler, os poder sentir, cheirar, tocar, o que não acontece com a informação digital, virtual, milhões de bits em circulação, representados por sinais electromagnéticos opostos, invisíveis, que se combinam exponencialmente e que tendem a reduzir o Homem a uma coisa consumidora de dados, vídeo e áudio.
Está-me a acontecer uma coisa impensável há uns anos atrás. Dou comigo a escrever duma forma corrida, cada vez mais fácil - não obrigatoriamente de qualidade elevada -, ao sabor da inspiração das coisas mais inverosímeis, muitas vezes, corriqueiras, à primeira vista. A usar a fotografia duma forma indiscriminada, armazenando milhões e milhões de bits, que a era digital, que vivemos, combina até ao infinito e transforma nos textos, nas imagens e nos sons mais elaborados que imaginar se possam. Diria mesmo, até ao limite do inimaginável.
Para onde caminhamos? Qual vai ser o Futuro da Humanidade em termos de produção de informação e dos critérios para o seu uso?
Que vais ser de nós? Liberdade total? Informação sem regras?
Pessoalmente, tenho feito um enorme esforço no sentido de acompanhar, o mais por dentro possível, toda a evolução que resultou no estado actual das novas tecnologias da informação. Estará a ser o suficiente?
Apesar de todas estas interrogações, ou talvez por isso mesmo, proponho-me iniciar um recanto neste novel "Correio de Leiria" que, pretensamente, irá ser uma consequência do meu entusiasmo pelo mundo dos blogues, quer como autor/editor quer como leitor.
Tem que valer a pena!...
António A S Nunes
nunes.geral@Gmail.com
(Dê-me nota do seu blog ou o dos seus amigos)
O meu blog, actual estação de partida e chegada?
http://dispersamente.blogspot.com/
---
asn