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2010/07/31

Leiria: Quinta do Amparo e o Visconde do Amparo



Uma vista panorâmica desde uma das casas da Quinta do Amparo (junto ao Jardim interior) sobre a cidade de Leiria, em destaque o seu Castelo.
Alguns aspectos da actualidade, que correspondem ao que, na Rua do Amparo, aos Marrazes - Leiria, é conhecido por Quinta do Amparo. Hoje, o local está ocupado pela Escola Superior de Acção Social e pelo Restaurante o "Cardápio do Visconde".
Acerca desta Quinta e dos seus senhores, tenho vindo a colher alguma informação sobre a sua história mas a tarefa tem-se-me mostrado um tanto indefinida.
Na entrada que aqui publiquei em 2008 mostrei fotos da capela dedicada a Nª Sra. do Amparo e que se encontra edificada no conjunto das edificações desta quinta. Por e-mail recebi a informação de que a fonte que se vê perto do jardim desta antiga quinta foi construída em devoção ao local onde terá aparecido a Sra. do Amparo. Nessa fonte está um painel de azulejos azuis com a imagem de Sto. António com um púcaro na mão.
A ligação dum Visconde a esta quinta ainda me traz alguma perplexidade, na medida em que já li referências a um Visconde de Fonte Arcada e noutro trecho fala-se no Visconde do Amparo.
Pode ler-se nos Anais do Município de Leiria, de João Cabral, vol. II, pp 276, o seguinte:
"NOTAS SOLTAS. Na reunião de 31.5.1838 foram indicados para senadores o Visconde de Fonte Arcada, Gonçalo Barba Alardo de Lencastre e Barros, da Quinta do Amparo e José de Faria Gomes de Oliveira, de Leiria."
Consultadas as árvores genealógicas dos Viscondes de Fonte Arcada e do Amparo, não consegui concluir se efectivamente João Cabral queria falar do Visconde de Fonte Arcada como estando ligado a esta quinta.





   Rodrigo Barba Alardo de Lencastre e Barros,
  1º visconde do Amparo
* Lisboa, São Mamede 16.09.1810 + 24.04.1865

Era filho de Gonçalo Barba Alardo de Lencastre e Barros, por conseguinte, muito dificilmente, este poderia ser Visconde do Amparo. Terá sido ele o Visconde de Fonte Arcada a que João Cabral se refere nos Anais de Leiria? Também me parece um tanto inverosímil esta dedução, que, aliás, também não é partilhada pelo actual Presidente da Junta de Freguesia de Fonte Arcada, segundo informação que me prestou por e-mail.






---- POST SCRIPTUM
(NOTA 1)
Sou amigo de Adélio Amaro, editor e estudioso das coisas de Leiria e dos Açores.
Eis senão quando me lembro duma conversa que tivemos há uns tempos atrás em que tomei conhecimento dum estudo que ele fez precisamente sobre o brasão do Visconde do Amparo. (dá-se o caso de que até tirei uma foto dum brasão que foi improvisado para colocar na parede exterior do supra-dito restaurante. É nítida, nesta resenha, a intenção meramente promocional do Restaurante. O 3º quarto do brasão, o prato e o talher, não têm nada a ver com o brasão da família dos Alardos ou até mesmo desta depois das ligações posteriores aos Barros).
Já passava das 3 da madrugada quando, antes de adormecer, me lembrei de vir consultar,  com mais cuidado, os meus apontamentos. E lá está. O Adélio Amaro editou, recentemente um livro.
Teremos, assim, esta questão do Visconde do Amparo resolvido. Penso eu que sim.
Aqui vos deixo o link onde é feita a apresentação daquele livro.
Repare-se na barbaridade cometida com o aproveitamento comercial (na foto da esquerda) do brasão dos Alardos (à direita, em conformidade com o que vem transcrito a pp 215 do livro referido na nota 2).

Adélio Amaro - Brasão do Visconde do Amparo :: ParaVenda.net

Adélio Amaro - Brasão do Visconde do Amparo :: ParaVenda.net

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(NOTA 2)
Em 1997, Joaquim de Oliveira da Silva Bernardes escreveu "A Freguesia de Santiago dos Marrazes - Apontamentos, notas e documentos para a sua história", Edição da Junta de Freguesia de Marrazes. Neste livro, pp 212 e seguintes, pode-se aprender quase tudo o que de relevante se sabe acerca das famílias ligadas ao Visconde do Amparo e aos proprietários da Quinta acima referida.
(NOTA 3)
Na nota 206 a pp 293 do livro "William Charters - um oficial inglês em Leiria no século XIX", Ricardo Chartes d´Azevedo, ed. textiverso. 2013, pode ler-se:
1º visconde do Amparo por decreto de 30 de Agosto de 1853 de D. Maria II.
Ver, neste livro, a relação dos Presidentes e os vereadores da Câmara Municipal de Leiria durante a centúria de Oitocentos. Nesta lista  consta o nome de Rodrigo Barba Alardo de Lencastre e Barros, que foi vereador nos anos 1850-51,1852-1983, 1854-1855. A este nome está associada a nota atrás (206).

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2010/07/14

FONTES - Nascentes do Lis e Nª Sra. de Lourdes

Estamos em plena povoação de Fontes, freguesia de Cortes - Leiria. Aqui, precisamente, nasce o Rio Lis, que no seu remanso, segue o seu caminho, sozinho, até à saída de Leiria, quem vai para a Barosa. Aqui casa-se com o Rio Lena, que, para o efeito, corre desde Porto de Mós, para depois, já unidos, seguirem pelo fértil e histórico Vale do Lis até se entrelaçarem com as águas do Atlântico, na Praia da Vieira.
A fachada da Capela da povoação, com a imagem de Nª Sra. de Lourdes(*).
Era dia da Festa anual de FONTES, em honra da padroeira, Nª Sra. de Lourdes. Foi no passado Domingo, dia 11 de Julho.

Tinha, ali perto, no Salão Paroquial da Barreira, acabado de participar na sessão de lançamento de mais um livro de um autor daquela freguesia.
O livro tem como título "Barreira e a sua História" - II Vol. e o seu autor, o já consagrado prof. António Borges Cunha. Mais um excelente repositório de acontecimentos ligados à freguesia, que foram sendo reportados nos vários jornais dos princípios do séc. XX até à sua década de 80, complementado por sugestivas fotografias dos trajes típicos da época e das famílias mais representativas desta região.
Tivemos o privilégio de ouvir o Prof. Dr. Saul António Gomes a dissertar sobre o tema abordado e as virtualidades do autor e das gentes da Barreira. É sempre com redobrado prazer que se escuta ou lê Saul Gomes a tratar de questões ligadas à investigação histórica particularmente desta Região, muito bem demarcada, que é a da Estremadura Portuguesa.
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(*) Estas singelas notas de reportagem ficaram a saber-me a pouco. O lugar de FONTES, da freguesia de Cortes (Córtes) merece muito mais divulgação. Por manifesta falta de tempo disponível limitei-me à consulta do livro "RECORTES do jornal daí" -  As Cortes da pré-história à actualidade, edição do "Jornal das Cortes", 1997. E podem crer que não se dá por mal empregue o tempo utilizado na sua consulta para quem quiser saber das coisas e das gentes de toda a freguesia e, neste contexto, do lugar de FONTES. É assim que, a páginas 168 deste livro, se pode ler um interessantíssimo trabalho publicado no J.C. nº 75, 7/Fev/94, pp. 1 e 4) por Carlos Fernandes, que, em equipa com José Bento da Silva, se abalançaram em 5 de Dezembro de 1987, a iniciar a publicação do mensário "Jornal das Cortes". E ele aí continua vivo e a respirar saúde. Esse escrito explica sobre a história da actual Capela e da descoberta da capela velha das Fontes. A actual foi construída em 1914 a 1915.
(...)  Fiquei com curiosidade de saber mais sobre as FONTES!...
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À minha irmã Lourdes, com um grande beijinho.
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2010/05/31

E se?!...

E se nos faltasse o Sol?


E se esta bela flor de Feijoa (*) não tivesse florido?... ontem, na Barreira - Leiria - Portugal?


E se os TOC fizessem greve?
E se os poetas deixassem de sonhar?
E se o PS não apoiasse Manuel Alegre?
E se este, agora, viesse desistir da sua candidatura a Belém?
E se hoje não fosse Segunda-feira?


E se não demolissem a Capela das Chãs, aqui a 3 kilómetros de Leiria?
E se Portugal não for Campeão do Mundo de Futebol?


E se?!...
Tantos ses!...
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2010/05/04

JANARDO - Leiria: Património arquitectónico e cultural

(clic para ampliar)
Estamos no Município de Leiria.
A localidade de Janardo faz parte da freguesia de Marrazes, uma das de maior densidade populacional do país e muito perto do Santuário dos Milagres, este pertencendo já à freguesia de Regueira de Pontes.
De cima para baixo:
2ª foto: Coreto típico, no Adro da Capela junto a uma árvore frondosa e já com bastantes anos; um Lódão.
Foto central: Pormenor da fachada da Capela destacando-se as datas de "fundação" (1871) e de rectificação (1928).
1ª foto da parte inferior: Aspecto geral da Capela do Janardo.
2ª foto da parte inferior: Aspecto típico duma casa antiga da região. De destacar uma placa muito característica na qual se vêm iniciais e uma data. As iniciais dizem respeito aos nomes do casal que a construiu e a data refere-se ao ano da sua edificação.

No que respeita à capela estamos face a um louvável caso de preservação do património duma comunidade, a Capela da povoação, envolvendo as suas crenças religiosas e de coesão social. Sem uma memória colectiva sólida dificilmente nos conseguimos ancorar o suficiente para resistirmos às adversidades e lutarmos em conjunto pelo bem da sociedade em que nos sentimos em família e com raízes fortes. Ainda que se venha a insisitir na onda globalizante da organização do Homem, dada a velocidade estonteante com que a informação e o conhecimento se propaga por todo o Globo, mesmo assim eu penso que é determinante reagir contra essa tendência para a alienação e uniformização mental dos vários povos.

Os Homens são todos iguais em direitos e deveres em qualquer parte do Planeta. Mas também não nos podemos olvidar que é da diversidade da História de cada povo, das suas tradições e dos seus modos de vida determinados pela respectiva localização geográfica dos seus habitats originais, que reside a possibilidade de nos podermos complementar, suprindo assim as insuficiências naturais de cada um de nós.
O Homem não é um robot que pode ser programado para vivermos todos segundo um padrão previamente definido pelos autómatos que são os líders mundiais. Cada homem ou cada mulher é um Mundo com as suas próprias virtudes e defeitos congénitos.
De qualquer modo, na certeza de que seremos seres eminentemente sociais, tudo devemos fazer para que consigamos conviver em Paz, Amor e Solidariedade. O que não é a mesma coisa que sermos forçados - mesmo que seja pela miragem duma vida mais desafogada financeiramente de igual forma para todos nós - a viver como cordeirinhos sob o cajado dos "pastores" do Mundo.

Há que pensar seriamente naquilo que queremos que venha a ser a vida do Homem à face da Terra.
Há muito mais vida para além do dinheiro!...
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2006/04/05

FIEL DO CONVENTO STO. ANTÓNIO DOS CAPUCHOS

Tive ocasião de falar hoje com o snr. João António Ferreira Claudino, nascido no Crato, agora Mártires, em 28/12/1929. Assentou praça em 24/3/1950 em Caçadores 1 em Portalegre, fez a recruta em Caçadores 2, Castelo Branco e jurou bandeira novamente em Caçadores 1. Tirou a escola de cabos em 1950 na Escola Prática de cavalaria e depois de passar mais 2 anos em Caçadores 1 foi transferido em 24/5/1952 para o RAL4 em Leiria. Em 1956 tirou o curso de enfermeiro hípico no Hospital Veterinário de Lisboa. Orientou uma escola de cabos em Caçadores 8 em Braga (foi nessa altura que se deu o assalto ao paquete Santa Maria pelo cap. Henrique Galvão, rebentou a guerra de guerrilha sucessivamente na Guiné, em Angola e em Moçambique e a Invasão da India Portuguesa). Está ligado às antigas instalações do Convento de Sto. António dos Capuchos, depois Anexo do Regimento de Artilharia de Leiria (RAL4, RAL e agora RA4), desde 28/4/1958 até hoje. Todas aquelas instalações estão em ruínas, apesar de património do Estado, e à responsabilidade intitucional do actual RA4. Enquanto anexo do quartel de Artilharia funcionou como centro criador aviário. O snr. Claudino lá continua a viver, sozinho, com o seu cão - bom guarda cujos sinais são entendidos perfeitamente pelo dono - e, apesar de já ter passado à reserva desde 28/4/1986. Continua a ser reconhecido, mesmo a nivel oficial, como o Fiel zelador daquelas instalações/ruínas. Mais falámos, prometi voltar. Gostei de ouvir a história da vida do snr Claudino, pelo que vi, pessoa muito querida dos actuais habitantes daquela área da cidade de Leiria. Confesso que, apesar de viver nesta cidade há 40 anos, só agora tive oportunidade de observar "in loco" o local estranhamente abandonado do Convento de Sto. António dos Capuchos, actual anexo da responsbilidade do Regimento de Artilharia de Leiria (RA4).
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PS: Há dois anos foi publicado no "Mensageiro" um extenso artigo alusivo à história do Convento a que nos estamos a referir. Informa-se os interessados que publico, nesta data, uma sequência de algumas fotogafias que recolhi na mesma oportunidade, antes mesmo de ter contactado o snr. Claudino (autorizou-me verbalmente a publicar a sua fotografia e biografia que descrevi atrás).
# Ver uma sequência de fotos daquele Convento em http://viveremleiria.blogspot.com/
# Ver referências de datas da capela aqui
asn