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2014/02/16

A história trágica da capela das Chãs - Regueira de Pontes - Leiria







Demolida a capela eis os seus despojos, ao Deus dará, em frente à entrada para a nova Igreja!
- Mais aqui
Em tempo:(20-02-2014)
... (pode ler-se aqui)
É assim que a memória destes sítios rurais habitados, organizados, laborados e cultuados
 desde há mais de 5 mil anos desaparece com o cliché popularucho da «modernidade».
Chãs significa «terras rasas, planas». É o que fazem estes autarcas: em vez de conservar
r e restaurar, arrasam. Contra o «tempo da miséria»? Ora, eles e os políticos que os
cooptaram, com o gastar perdulariamente os dinheiros públicos e privados, é que levaram
 à miséria – doravante moderna - em que os portugueses vão entrando... mas empenhados
 no bom «look» e na fachada de rico.
Fonte: http://www.jornaldeleiria.pt/files/_Edicao_1358_4c4712b58c6e1.pdf
-
É de todo o interesse ler atentamente o comentário, neste post, do Dr. Luís Lourenço...
@as-nunes

2011/03/11

Gumiei - Ribafeita - Viseu - Memórias fotográficas



Dei com estas fotografias no meu Álbum digital, com data de 12 de Setembro de 2001. Têm a indicação de que estarão num site, que mantenho, mais ou menos em banho-maria, http://leiria.no.sapo.pt há já uns anos. Talvez desde 2006, altura em que me comecei a dedicar aos blogues. A verdade é que já dei uma volta aos vários links desse meu site e nada. Não consigo encontrar estas fotos on-line.
Esta a razão para a sua publicação neste sítio, nesta data.
Talvez com a ideia de que vamos reunir, em família, em Viseu, para comemorar os 86 anos do meu pai. Um grande abraço, pai Daniel.

1 - Casa do Padre Pinto em Gumiei - cujo interior tem uma capela em talha que o mesmo construiu;
2 - Capela de N. Sra. do Carmo em Gumiei, séc. XIX

Não me recordo de, naquela data, ter tirado estas fotos. Mas fiquei na dúvida. Serão mesmo de 2001?
Como é que estarão, hoje, estes dois ex-libris da povoação de Gumiei, ali mesmo à beirinha da minha terra natal, o Casal, menos de 1 km em linha recta, lá mais acima, logo a seguir a sede da freguesia, Ribafeita - Viseu?

Vou ver se consigo lá ir, com a minha inseparável máquina fotográfica.
hum... talvez não tenha tempo! Um dia destes tenho que aí ir, Gumiei! Há para aí uns 58 anos andei na escola Primária, só uns meses. Era com o Prof. Américo, quem se lembra, ainda? os mais velhotes, claro, pois se o meu pai também foi seu aluno!...
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2010/05/31

E se?!...

E se nos faltasse o Sol?


E se esta bela flor de Feijoa (*) não tivesse florido?... ontem, na Barreira - Leiria - Portugal?


E se os TOC fizessem greve?
E se os poetas deixassem de sonhar?
E se o PS não apoiasse Manuel Alegre?
E se este, agora, viesse desistir da sua candidatura a Belém?
E se hoje não fosse Segunda-feira?


E se não demolissem a Capela das Chãs, aqui a 3 kilómetros de Leiria?
E se Portugal não for Campeão do Mundo de Futebol?


E se?!...
Tantos ses!...
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2010/05/02

CHÃS - Leiria: Capela velha, Igreja nova, S.L.Benfica campeão?

No lugar de Chãs, freguesia de Regueira de Pontes, em Leiria. Esta capela, velhinha mas com muitas e íntimas recordações dos seus habitantes, vai ser demolida para dar espaço para uma Igreja nova, linhas a régua e esquadro de tantas outras que têm sido edificadas por esse país fora. Há quem discorde desta decisão, há quem apoie...
A mim, que trabalhei nesta terra mais de 30 anos, dá-me muita pena ver desaparecer a capela!

(clic para ampliar)
Entretanto, os Benfiquistas é que não estão pelos ajustes. O Largo fronteiro, do outro lado da rua de S. António, já está reservado para a Festa dos novos Campeões, o BENFICA
que irão desentronizar o FC Porto. Já não era sem tempo!
Pelo sim pelo não, talvez não seja má ideia rezar, mesmo que seja na capela velhinha, para que o Benfica faça pelo menos 1 ponto nos dois jogos que faltam. Hoje, com o FC Porto, por exemplo. Mas não vale a pena partir pernas e cabeças, que para a semana ainda há outro jogo!
Haja calma. Futebol é desporto, não é uma Guerra em que ou se ganha ou se "morre"!...


-
- e-mail recebido em 30-05-2010


...
...em vias de se consumar, com o beneplácito expresso ou envergonhado de que deveria ter, pelo menos, alguma sensibilidade artística. 
As imagens falam por si para quem não conhece esta pequena peça do nosso património edificado.
Aqui vai a parte substancial da informação: 
...
"O Padre diz que a população é que quer a demolição. Falei com algumas pessoas 
que lá estavam e só o mestre de obras da Igreja nova é que achou muito bem 
com o argumento que a Igreja velha estava em cima da estrada, ao que eu lhe 
respondi que muito antes de haver estrada já ali estava aquela Igreja que é 
do séc XVI com arranjos posteriores.
A arquitecta da nova Igreja é filha do sr arq. Cantante e a Câmara de Leiria votou a 
demolição a pedido do pároco com a abstenção do sr arq. Vitorino 
(presidente da secção regional da Ordem dos arquitectos em Leiria e que envergonhado vem 
desculpar-se num artigo no Jornal de Leiria de 13 de Maio"
... 

Que poderemos fazer para tentar impedir (mais) a esta barbaridade?
Para além de divulgar?

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2009/03/10

Necrópole tardo-medieval de S. Martinho - Leiria

28 Fevereiro 16h30
Conversas sobre Arqueologia... em Leiria
Conferência“A cidade em mudança: da Igreja de São Martinho à Praça Rodrigues Lobo”
Doutora Susana Garcia (Antropóloga, Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas
Temas“A necrópole tardo-medieval de São Martinho. Contributo para a história de Leiria”
Dr.ª Iola Filipe (Arqueóloga, Era-Arqueologia, S.A.
-
Esta apresentação cultural, da iniciativa da Câmara Municipal de Leiria, realizou-se no Auditório da Biblioteca Municpal "Afonso Lopes Vieira" e teve uma assistência interessada e participativa. Como nem podia deixar de ser, dado que estavam presentes pessoas de reconhecido nível cultural e académico.
Já tinha ouvido e lido sobre a existência da Igreja de S. Martinho, em Leiria. Segundo se julga, ainda existem vestígios dos claustros dessa igreja em parte de uma das arcadas da actual Praça Rodrigues Lobo. Também não será descabido realçar que nessa Igreja existia um formosíssimo Sacrário Monolítico de mármore amarelo (*).
Estes temas acabaram por vir mais à ribalta do conhecimento público, após se terem descoberto esqueletos humanos e sepulturas numa pequena área daquela Praça, que, em 2000, ficou a descoberto, após a abertura de uma vala para requalificação do saneamento da cidade.
Foram apresentados slides das fotografias então tiradas e de composições fotográficas que nos permitiram observar o quão importante foi aquele reconhecimento e posterior estudo arqueológico e antropológico.

Nesta sessão, para além de se abordar a questão da existência da Igreja de S. Martinho (séc XII/III) na zona próxima da actual Praça Rodrigues Lobo, posteriormente derrubada, por uma questão de troca de terrenos, a fim de a Igreja tomar posse “do edifício das “Casas da Câmara” que estava no sítio onde depois se construiu o Paço Episcopal, já fora do Castelo Velho”(2)(3) também se apresentou o resultado das escavações arqueológicas ali havidas por alturas da abertura de valas para a modernização do saneamento da cidade, ano 2000. Como se previa e constava de documentos escritos, nessa zona, que é hoje a Praça Rodrigues Lobo, havia uma necrópole, conforme imensos vestígios encontrados somente na zona da vala de saneamento. Pode observar-se nas imagens agora apresentadas (resultado do trabalho e investigação dos técnicos da empresa ERA) um esqueleto em muito bom estado de conservação. Os estudos antropológicos entretanto levados a cabo permitiram concluir com grande probabilidade de aproximação, que pertenciam a habitantes de Leiria da Idade Média Alta.
D. Frei Brás de Barros terá sido o Bispo que negociou a demolição da Igreja de S. Martinho.
Outro pormenor referido foi o de que por volta desta área restrita terá existido também uma Capela, a da Graça, que terá originado o nome da Rua da Graça, que liga a actual Praça Rodrigues Lobo ao Largo Marechal Gomes da Costa, onde foi colocada a estátua de Afonso Lopes Vieira precisamente no local onde terá nascido este ilustre poeta Leiriense.

(2) Realçado a azul; Anais do Município de Leiria - vol III – João Cabral, pág. 37
(3) Este edifício será no sítio onde hoje está instalado o Comando da PSP de Leiria. Anteriormente tinha também servido para lá instalar o RAL4.
(*) Mais informação (talvez obtida por transmissão oral de geração em geração) pode ser obtida neste endereço aqui.

(Reeditado por haver probabilidade de se perder na internet no original)

Igreja de São Martinho

Depois de povoar o sítio desta cidade se fez a Igreja de São Martinho no lugar onde está presente a Praça com seus alpendres. A arcaria que do lado ocidental borda a actual Praça Rodrigues Lobo e que esde tempos remotos se chama Balcões. Este nome deve provir de ali se ter feito mercado, estabelecendo os vendedores os seus balcões sobre as arcarias.

Ignora-se o ano da fundação desta igreja contemporânea do povoamento, quando a vila abandonou a cerca muralhada e desceu para as margens do Rio Lis. No século XIV já temos notícias da sua existência.

A importância de seu povoamento fez com que fosse a freguesia que abrangia na sua paróquia uma parte da vila e vasta área rural, definida pelos lugares do Reguengo do Fétal, Cortes, Arrabal e Santa Catarina da Serra com as suas vizinhanças. O lugar do Reguengo do Fétal foi eleito em freguesia no ano de 1512.

A paróquia de São Martinho deve ter terminado pouco antes da demolição da Igreja e assim os outros lugares passaram para a freguesia de São Pedro.

Poucas são as notícias qe nos restam do templo. Consta que tinha uma torre com dois sinos, no Altar-Mor tinha um retábulo com São Martinho, ladeado por São Pedro e São Paulo e em baixo outros apóstolos. No corpo da Igreja, do lado do evengelho, os altares de Nossa Senhora da Piedade, Santa Luzia e Santo António.

Da Igreja de São Martinho saiu para a da Misericórdia, segundo uma tradição local, o formossíssimo Sacrário Monolítico de mármore amarelo que ainda existe. A transferência foi feita a título provisório, enquanto não se concluia a Sé e assim se tornou defenitiva.

O nome de São Martinho perdeu-se na toponímia local. Na planta de Leiria de 1809 a Praça é designada sem nome, mas dava-se o nome de São Martinho à Ponte que estava junto da residência dos Condes de Valadares.

O antigo estabelecimento hospitalar tinha a invocação de Nossa Senhora de Todos os Santos instítuida em 1222. Recolhia peregrinos, tinha três leitos para homens e dois para mulheres. Entre outras obrigações, tinha de contar 10 missas rezadas e uma cantada por cada confrade falecido, dar de comer a pobres e confrades no primeiro domingo depois da oitava do Natal. O agasalho de peregrinos que se fazia nesta albergaria veio a passar para o Hospital de Ferreiros e depois para a Misericórdia.

Num passado recente foi levantada a calçada em volta da Praça Rodrigues Lobo para colocação de manilhas que recebem águas pluviais daquela zona. Nas escavações foram encontradas ossadas e esqueletos. Consta que ali existiu um cemitério. Aquele local deu lugar a trabalhos de recuperação. Além das ossadas, também foram recuperadas moedas e peças de cerâmica. Um grupo de jovens arqueólogos recuperaram todo aquele achado de tempos muito recuados. Está na posse da Câmara, naturalmente em local reservado.
Basílio Artur Pereira
Igrejas de Leiria
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2008/09/04

Dutruc - Via Sacra na Capela da Casa-Museu Maria da Fontinha



Muito mais se poderia escrever sobre todo a mística que envolve o local único onde está implantado um dos melhores museus particulares que existem em Portugal. Muito está dito no respectivo site na Net, já aqui foi referenciado. De qualquer modo, não poderia deixar de apresentar, nesta oportunidade, alguns aspectos de pormenor, constantes duma reportagem fotográfica que tive a honra de poder levar a cabo na visita guiada pelo próprio Fundador e Director, para além dos que têm vindo a ser reportados nas entradas anteriores, que focaram essencialmente, o Museu propriamente dito.
Hoje, aborda-se, em exclusivo, a Capela Privativa da Casa-Museu, aberta ao público, que o foi em 1982.
Talvez o maior motivo de admiração do interior desta capela venha a ser a exposição de 14 quadros pintados em relevo esculpido pelo célebre escultor francês do séc. XIX, Dutruc, que viveu e trabalhou em Paris e Lyon e que representam com um rigor esplendoroso toda a Via Sacra percorrida por Jesus, de acordo com os ditames fundamentais da Religião Cristã.
Ampliando-se as fotos melhor se podem apreciar os pormenores do excelso trabalho produzido por este grande escultor. Convém dizer que esta Via Sacra foi instalada inicialmente na Igreja Matriz de Lyon, que acabou bombardeada e praticamente destruída no decorrer da I Grande Guerra, a de 1914-1918. Dos escombros dessa Igreja foram recuperados os quadros agora expostos para a admiração geral, que o Fundador do Museu Maria da Fontinha acabou por adquirir num antiquário em Condeixa - Portugal, em 1979, e os mandou incrustar nas paredes da
Capela Maria da Fontinha, em Além Rio - Castro Daire.
Estes trabalhos já foram filmados pelo Conservador do Museu do Louvre, o que demonstra bem o interesse (aliás perfeitamente natural) daquela famosa e completíssima instituição museológica.
...
(continua)
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2008/06/01

Dispersos

Capela dedicada a Nª Sra. da Encarnação, a quem os Viscondes da Barreira, cujo Solar ela integra, dedicaram a sua devoção religiosa. Sexta-feira passada, de regresso dum Café Concerto no Salão Paroquial da Barreira. Gostei da actuação do conjunto "SwingSamp", particularmente dum jovem trompetista. A ver se um dia destes aqui deixo algumas fotos. Ou no site http://barreira.no.sapo.pt/ . Vamos lá a ver se tenho tempo disponível e oportuno.
As nuvens a brincar connosco, em constantes mutações de figurações, nem que seja só na imaginação de quem as observa...absorto...

Conhecem a flor da árvore, cada vez mais vulgar na ornamentação das cidades e jardins, a Grevíllea robusta? Segundo a "tatiana", uma jovem Australiana, com um blogue (não tenho de memória imediata o endereço), estas flores produzem um néctar muito apreciado pelos papagaios.

- Acabei um trabalho no meu escritório no Largo da Sé, em Leiria. Começa agora o fado do IES... Antes de ir até à Barreira quero deixar-vos aqui um pouco do meu olhar neste momento...este conjunto da tília tormentosa e do jacarandá é um verdadeiro bálsamo para o espírito!

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2008/03/21

Quinta do Amparo - Marrazes

Ontem recebi um e-mail, muito amável, de alguém que chegou a viver na célebre Quinta do Amparo, Leiria (Marrazes), em tempos idos. Falou-me também da minha crónica sobre a Quinta de S. Venâncio, à qual também se encontra ligada (ainda mais de perto e com mais intensidade). Há tempos que ando para observar no local esta Quinta, a do Amparo. Decidi-me, assim de repente, sem olhar às horas, o dia já a fenecer...calmamente...
Rápido, que há que aproveitar a luz do dia. Agora, no dia seguinte, pergunto-me: tinha que ser naquele momento? Respondo de imediato: tinha. E foi...
A capela...
"Há nesta freguesia, de mais das ermidas que havia antes de ser bispado...as seguintes: - uma no sítio de Valle-Bôco, instituída e feita no ano de 1564, sendo bispo D. Gaspar do Casal, que é da invocação de Nª Senhora do Amparo, e a mandaram fazer Gonçalo Corrêa e sua mulher Ignez de Vora, em uma Quinta sua e a dotaram..."
Profanada (desafectada) aí por 1836, sendo Bispo D. Manuel de Aguiar e Vigário Capitular José Crisóstomo Pereira Barbosa. Era Capela Particular.
A Capela actual foi construída sobre ruínas da antiga. (Joaquim de Oliveira da Silva Bernardes - A Freguesia de Santiago dos Marrazes - pág. 199)

A fonte... uma cameleira... (ao lado direito fica um jardim muito romântico com belíssimas vistas sobre a cidade e com o castelo de Leiria a recortar-se no horizonte).
...
Voltarei...para continuar a reportagem, publicando mais fotografias, até pelo gosto em mostrar o estado actual da Quinta em dedicação à Sra. D. Ana Ramos.
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2007/10/27

Capela de S. Venâncio - Leiria

Do lado esquerdo, o muro e vedação em ferro forjado do jardim fronteiro ao topo poente do edifício principal da Qta de S. Venâncio, no seguimento do qual se encontra, a noroeste, a fachada da capela. Não se vislumbra o brasão da família Oriol Pena/Figueiredo e Mello, aquele que se pode observar na fachada do edifício do actual Montepio Geral, Rua Vasco da Gama, em Leiria, que foi o palacete oficial desta família.
Numa entrada recente permiti-me apresentar a Quinta de S. Venâncio, Leiria e Cortes. Na altura, fiquei de voltar ao assunto abordando o tema da capela privativa que existe no seu interior. Posso garantir-vos que a existência desta capela passa completamente despercebida do transeunte vulgar, mesmo dos turistas que não venham previamente documentados. Apesar de me considerar uma pessoa interessada nas coisas destas terras de Leiria, também desconhecia a sua existência até ao momento em que li na internet informações sobre a árvore genealógica da família Charters d´Azevedo. Tendo tomado conhecimento que nessa capela se tinham celebrado casamentos de pessoas da família, veio-me a curiosidade de indagar de que capela se tratava. Ainda não possuo a informação que consideraria necessária para uma correcta abordagem deste tema. Mas, para já, aqui vos deixo algumas fotos tiradas em Maio deste ano. O cão que vêm na última, não me deixou muito à vontade para levar avante uma reportagem mais primorosa. Pode ser que um dia destes aqui volte novamente a dizer algo mais a rigor.
Tentei indagar se este monumento estava classificado no IPPAR. Fiquei com a informação que do PDM de Leiria consta do Património a classificar. Para quando essa classificação?
Na listagem a que tive acesso constam outros edifícios e instalações, que se justifica plenamente que sejam classificados como património de interesse histórico e cultural. Mas também sei que esses edifícios, ao serem classificados como património de interesse cultural e público, passam a usufruir de benefícios fiscais. "Hoc opus hic labor est". E a receita para as Finanças Públicas?!
-
in
http://freepages.genealogy.rootsweb.com/~charters/p26.htm#i1464

Maria do Carmo d'Oriol Pena Cordes Cabedo
n. 12 Junho 1913
Maria do Carmo d'Oriol Pena Cordes Cabedon. 12 Jun 1913p26.htm#i1464Maximiliano de Cordes Cabedop26.htm#i1905Maria Teresa de Figueiredo Melo Oriol Penap56.htm#i1906
· Pai: Maximiliano de Cordes Cabedo
· Mãe: Maria Teresa de Figueiredo Melo Oriol Pena
· Birth: 12 Junho 1913, Monte Olivete 39,, S Mamede, Lisboa, Lisboa
· Marriage: 14 Junho 1942, Capela de S Venancio, Leiria, Leiria, Casado(a) com=Alm. Manuel Carlos Sanches
Familia: Alm. Manuel Carlos Sanches
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2007/10/13

Quinta de S. Venâncio - Leiria

Legenda: (fotos de Abril de 2007) (clic para ampliar)
1 - Portão de entrada do lado poente ("...acompanha a aludida estrada municipal até encontrar o portão da Quinta de S. Venâncio, junto ao quilómetro 0,980, e continua, depois, pelo caminho particular que atravessa aquela Quinta e se dirige para a sua estrada principal, situada na estrada nacional nº 856-2, junto ao quilómetro 10,130, nas proximidades da Quinta de Vale de Lobos, e, aí, desvia-se para sudoeste, por um caminho público..." conforme "Anais do Município de Leiria" - vol II -1993 - João Cabral ("limites da cidade de Leiria", de acordo com o Decreto nº 358/72 de 21.9,1972(*));
2 - Alameda de plátanos centenários desde o portão até ao edifício principal da Quinta, incluindo uma capela privativa (**);
3 - Fachada nascente do edifício principal da Quinta. Repare-se na imponência que se pressente terá sido a vida desta Quinta nos seus tempos áureos. (***)
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(*) O nº desta estrada está errado no "Anais..." pág. 62. Trata-se da Estrada Nacional 356-2. Daqueles erros de simpatia, que afinal são muito antipáticos.
Poder-se-á dizer que a entrada principal da Quinta de S. Venâncio ficará na parte mais a Sul da Rua de Vale de Lobos, que vai da Praça Rotária (Mc Donalds como é conhecida popularmente) atè à Quinta de Vale de Lobos, na Guimarota.
(**) Em próximo post voltarei para falar expressamente sobre esta capela; a capela de S. Venâncio. A sua história é muito interessante. Toda a Quinta também tem muito a ver com a história das invasões francesas. Como uma grande parte do concelho de Leiria, aliás.
(**a) - Ver Cedros centenários da quinta aqui
(***) No suplemento "Viver" - Jornal de Leiria - de 16 de Fevereiro de 2006, Damião Leonel, escreve mais uma das suas variadíssimas crónicas sobre Eventos históricos relacionados com Leiria, sempre muito bem documentadas e estruturadas. Desta feita, aborda a temática da "Quinta de S. Venâncio".Com base nesta crónica podem extrair-se algumas informações muito interessantes e de rigor, dados os contactos que este jornalista estabeleceu com elementos da própria família, como aliás me confirmou pessoalmente.Com a devida vénia do autor, comecemos, então, por uma fotografia que mostra a família Oriol Pena no palacete da Quinta, estávamos no séc. XIX, antes das invasões francesas (se se fizerem as devidas comparações com a foto 3, da actualidade, pode constatar-se que se trata duma cena junto à fachada nascente do palacete).
Esta quinta foi destinada inicialmente a Pavilhão de caça, até ao reinado de D. João VI. Entretanto, no decorrer das invasões francesas, é destruída, tendo os proprietários, os Oriol Pena, fugido para o Brasil. Só em 1886 ou 1889 é que a propriedade foi reconstruída e voltou a atingir os fulgores de outrora com Joaquim Xavier, que foi senador na Corte, homem culto e influente. Entre os visitantes ilustres desta Quinta contam-se o rei D. Carlos e a rainha D. Amélia e até José Relvas, proclamador da República em 1910, aqui esteve, talvez motivado pela sua paixão pela fotografia. Aqui foram instalados o telescópio, uma biblioteca e um estúdio de fotografia, tecnologia muito atraente e recente, que trouxe a esta Quinta vultos da ciência e das artes.
Este brasão, que passou a ser o brasão da família Oriol Pena está incrustado na fachada do actual Montepio Geral (Leiria - Rua Vasco da Gama) e é constituído pela simbologia das famílias Figuieiredo (à esquerda com 3 folhas verdes de figueira) e dos Mello (à direita). Neste edifício esteve instalado o Hotel Central, que ardeu num brutal incêndio em 1974 (antes da dita revolução dos cravos, esclareça-se). Constituiu o palacete dos Oriol Pena dos seus tempos áureos do séc. XIX. Também foi barbaramente saqueado pelos franceses aquando das invasões.
Todas estas famílias, Oriol Pena, Figueiredo e Mello, estão ligadas genealogicamente à família Charters d´Azevedo.
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Aditamento em 16 de Outubro de 2010
1891 -
A 27 de Dezembro o Districto de Leiria anunciava a inauguração do edifício do Grande Hotel Liz do capitalista alcobacense Francisco de Oriol Pena...
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NOVO ADITAMENTO - Cópia das minhas fotografias, usadas abusivamente sem qualquer referência da sua autoria (ver aqui) 7fev2012

2007/08/03

Capela do Casal - Ribafeita

No post anterior mostrava-se a capela da minha terra natal, fotografia de Agosto de 2001.
Em Abril do corrente ano, apresenta-se como se vê. Ao lado há um grande Largo, agora alcatroado.

Só faço um reparo: esqueceram-se das árvores?!

Confirma-se que a festa é, este ano, de 11 a 13 de Agosto.

2007/07/01

Por terras d´Algodres


Na sequência do casamento duma minha sobrinha, na Igreja de S. Tiago de Belmonte, mesmo ao lado do panteão dos Cabrais, no qual estão depositados restos mortuários de Pedro Álvares Cabral(*), acabámos por, hoje (dia seguinte), na companhia do amigo-guia e bloguista Al Cardoso, participar do III Encontro de Gastronomia de Muxagata, ali perto, para os lados de Fornos de Algodres.
O local do encontro, lugar ermo, serrano, como não podia deixar de o ser, tem uma ermida dedicada a Nª Senhora dos Milagres. Estava organizado em moldes muito típicos, comeu-se e bebeu-se segundo os sabores e cozinhados tradicionais, ao ar livre, em contacto directo com a Natureza e as crenças religiosas da região.
Aproveitei para visitar a capela, de cujo interior, através dos vidros da janela da zona do coro, tirei uma das fotos, aqui apresentadas. Por curiosidade, também fotografei uma perspectiva da dita capela, em primeiro plano uma árvore igual às que, há uma década, foram arrancadas do Largo da Sé, em Leiria (ainda hoje não me conformo com essa decisão arbitrária tomada pela Câmara Municipal da altura).
Não me alongo em mais pormenores sobre este festival porque sei que, quer o
alcardoso, quer o arqueologomoura, se lhe vão referir e ao seu contexto histórico, com muito mais propriedade da que eu seria capaz de lhe transmitir.
»» Aproveitaria para pedir a opinião de quem se sentir disponível para o efeito: a árvore do plano da capela será um "Plátano bastardo, padreiro", classificação científica "Acer pseudoplatanus"?
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2006/04/05

FIEL DO CONVENTO STO. ANTÓNIO DOS CAPUCHOS

Tive ocasião de falar hoje com o snr. João António Ferreira Claudino, nascido no Crato, agora Mártires, em 28/12/1929. Assentou praça em 24/3/1950 em Caçadores 1 em Portalegre, fez a recruta em Caçadores 2, Castelo Branco e jurou bandeira novamente em Caçadores 1. Tirou a escola de cabos em 1950 na Escola Prática de cavalaria e depois de passar mais 2 anos em Caçadores 1 foi transferido em 24/5/1952 para o RAL4 em Leiria. Em 1956 tirou o curso de enfermeiro hípico no Hospital Veterinário de Lisboa. Orientou uma escola de cabos em Caçadores 8 em Braga (foi nessa altura que se deu o assalto ao paquete Santa Maria pelo cap. Henrique Galvão, rebentou a guerra de guerrilha sucessivamente na Guiné, em Angola e em Moçambique e a Invasão da India Portuguesa). Está ligado às antigas instalações do Convento de Sto. António dos Capuchos, depois Anexo do Regimento de Artilharia de Leiria (RAL4, RAL e agora RA4), desde 28/4/1958 até hoje. Todas aquelas instalações estão em ruínas, apesar de património do Estado, e à responsabilidade intitucional do actual RA4. Enquanto anexo do quartel de Artilharia funcionou como centro criador aviário. O snr. Claudino lá continua a viver, sozinho, com o seu cão - bom guarda cujos sinais são entendidos perfeitamente pelo dono - e, apesar de já ter passado à reserva desde 28/4/1986. Continua a ser reconhecido, mesmo a nivel oficial, como o Fiel zelador daquelas instalações/ruínas. Mais falámos, prometi voltar. Gostei de ouvir a história da vida do snr Claudino, pelo que vi, pessoa muito querida dos actuais habitantes daquela área da cidade de Leiria. Confesso que, apesar de viver nesta cidade há 40 anos, só agora tive oportunidade de observar "in loco" o local estranhamente abandonado do Convento de Sto. António dos Capuchos, actual anexo da responsbilidade do Regimento de Artilharia de Leiria (RA4).
________________________________
PS: Há dois anos foi publicado no "Mensageiro" um extenso artigo alusivo à história do Convento a que nos estamos a referir. Informa-se os interessados que publico, nesta data, uma sequência de algumas fotogafias que recolhi na mesma oportunidade, antes mesmo de ter contactado o snr. Claudino (autorizou-me verbalmente a publicar a sua fotografia e biografia que descrevi atrás).
# Ver uma sequência de fotos daquele Convento em http://viveremleiria.blogspot.com/
# Ver referências de datas da capela aqui
asn

2006/02/16

Ainda sobre o Santuário da Sra. do Desterro - S. Romão

Acabei de receber, vindo do Posto de Turismo de S. Romão, um e-mail com informação genérica sobre o Santuário em epígrafe, que visitei, no fim-de-semana passado, num ápice.
Fiquei com o contacto do Snr. Juiz da Confraria da Sra. do Desterro e já combinámos que me iria fornecer informação pormenorizada sobre aquele Santuário e toda a zona envolvente. Espero, dentro de pouco tempo, poder transmitir aos meus leitores, os dados que considerar de interesse para a finalidade deste blog.

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Exmo Senhor,
Temos a informar que o Santuário da Nossa Senhora do Desterro fica a 3 km de S.Romão, nas margens do rio Alva. Ao avistarmos a Sra. do Desterro, deparamos com a Capela da Nossa Senhora da Estrela, a mais antiga das 10 capelas, originária do século XII.
Consta que neste sítio foram aparecendo sucessivamente, embora em lugares distintos, as imagens de Nossa Senhora, do Menino Jesus e de S. José. Em 1650, erigiu-se uma ermida a que foi dado o nome de Nossa Senhora do Desterro, aludindo ao desterro da Sagrada Família para o Egipto.Com as esmolas e doações que este Santuário recebia, construíram-se mais 7 Capelas, nas duas margens do rio Alva. A edificação destas Capelas esteve a cargo dos Irmãos da Confraria da Nossa Senhora do Desterro. As outras capelas são:
Capela de Nossa Senhora da Anunciação; Capela de Nossa Senhora da Apresentação; Capela de Nossa Senhora dos Prazeres ou dos Doutores; Capela de Nossa Senhora da Piedade; Capela de Nossa Senhora do Encontro; Capela de Nossa das Dores (Nicho); Capela da Oração de Jesus no Horto; Capela do Senhor do Calvário. Esta última está a cerca de 200 metros da Cabeça da Velha, pedra antropomórfica de rara beleza.
A Capela de Nossa Senhora da Boa Viagem, foi mandada construir em 1879, por um casal, em reconhecimento do pedido de auxílio a Nossa Senhora da Boa Viagem, num naufrágio que tiveram.
Em 1909, construiu-se a primeira central hidroeléctrica na Senhora do Desterro, para aproveitamento das águas do rio Alva. O edifício primitivo será brevemente Museu da Electricidade. As águas deste rio serviram também para a construção da Praia Fluvial.
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