2007/08/04

Barreira - Leiria em festa

Como já anteriormente referi, está na altura das festas em honra do Santíssimo Salvador, o que acontece este fim-de-semana, na sede da freguesia da minha residência.
Na foto acima podem notar-se os enfeites tipicos da actualidade para avisar os visitantes que a festa é aqui. O edifício que se mostra é o chamado Solar do Visconde, com a entrada encimada com o brasão(1) do Visconde da Barreira. A envolver o Solar pode vislumbrar-se o lindo e centenário jardim do Visconde, tílias sobre o lado esquerdo da foto e uma araucária a destacar-se no azul do céu da Barreira.
Como já prometi, proximamente voltarei a falar deste majestoso jardim, intimamente ligado à família dos Viscondes da Barreira, cuja origem remonta aos primórdios do séc. XX.
Hoje já houve foguetório...como é da praxe e do estilo. (ver folheto promocional da festa de 2006).
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O título de Visconde da Barreira foi criado por el-rei D. Carlos I, por decreto de 9.1.1902, em favor de Antonio Carlos da Costa Guerra, terceiro neto, por varonia, de José Pereira da Costa Guerra, que casou com D. Carolina Amélia da Silva Marques. A carta de brasão foi concedida em 15.9.1755, por el-rei D. José ao seu trisavô(2).
O 1º Visconde, pai de D. Virginia Pereira da Costa Guerra (na origem de famílias ilustres de Leiria, como os Charters por exemplo), nasceu em Leiria a 28.7.1849 e faleceu na mesma cidade a 14.1.1909; era bacharel formado em Direito, proprietário e lavrador e exerceu em Leiria diversos cargos administrativos.
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(1) Este brasão era o que originariamente foi concedido por El-Rei D. José.
Ao lado esquerdo: brasão da fachada da casa abrasonada da família Costa Guerra, na Rua João de Deus(*), em Leiria, antes das obras de requalificação em curso. (clicar para ampliar ao pormenor)

Não é rigorosamente igual ao que, entretanto, foi "normalizado" (ver ao lado) pelo Conselho de Nobreza depois de 1910, em 1948.
(2) conforme informação obtida aqui onde se pode consultar mais dados a este respeito e da família Charters.

(*) Há quem diga que é no Largo Marechal Gomes da Costa. De facto, vai ali alguma confusão na toponímia daquela zona de Leiria. Temos a Rua João de Deus, que vai do limite da zona da fonte luminosa até ao terreiro, passando pela frente da Tipografia Lis; de permeio, ali na zona da estátua a Afonso Lopes Vieira e a casa "Iglésias", temos o Largo Marechal Gomes da Costa. A questão é que este Largo parece mesmo uma interrupção da Rua João de Deus.
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12 comentários:

Jofre Alves disse...

O bras�o em causa, apesar de n�o se ver bem, parece-me ser um escudo partido em 3 palas, com as armas das fam�lias Costa, Guerra e Pereira.
J� o bras�o de armas passado pelo Conselho de Nobreza, � um esquatelado, com as armas de Costa (no 1.� e 4.�), o 2.� com as arma da fam�lia Guerra, mas com bordadura e divisa, e no 3.� as armas da fam�lia Pereira.
O actual visconde da Barreira, eng.� Ant�nio Pereira da Costa Guerra, � casado com uma filha do falecido dr. Jos� de Azeredo Perdig�o, que foi presidente da Funda�o Calouste Gulbenkian.

Menina_marota disse...

Excelente narrativa.
Gostei de ver a foto do Brasão e a explicação nele contida.

Meu caro Amigo, por favor seria capaz de transmitir um recado à Senhora sua Esposa, de que tem um desafio no blogue
http://www.mgrande.com/weblog/index.php/eternamentemenina/
que espero que aceite...

Um abraço a ambos e boa semana ;))

zé lérias disse...

Muito interessante. Um grande abraço, meu amigo.

al cardoso disse...

Excelente divulgacao, muito bem complementada pelo amigo Jofre.

Espero que a festa tenha sido boa e se tenha divertido.

Um abraqco para si e para o resto da familia.

arte por um canudo 2 disse...

O Jofre Alves é bom observador e um bom conhecedor destas causas.Não sei distinguir mas quem o sabe concerteza vê bem as diferenças.Que não se deixe destruir estas insignias da história e é bom que estimules a reflexão sobre eles António.Quanto às festas..pois existem festas em todas as terras e a minha não foge à regra.Boa Continuação António.

asn disse...

http://aavozaida.blogspot.com/2007/08/verdade-ou-consequncia.html

Aqui se poderá ler a réplica da Zaida ao desafio da meninamarota.

Por sinal até terá piada lembrar que o "aavozaida" foi inspirado num post de manuelneves, melhor, blogeventual.blogspot.com
Já lá vão uns tempitos...

guilherme roesler disse...

Asn,

em muito me parece as nossas festas típicas.

Abraços, Guilherme.

Bichodeconta disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Bichodeconta disse...

Que maravilha , nesta altura do ano repetem-se as festas tradicionais por todo o nosso país.. Em pouco divergem.. São todas de um colorido sem igual, tem música chamada de raíz popular e normalmente não faltam as procissões onde as pessoas crentes e não crentes se ,misturam e se confundem.. Boas festas então..

PS:Eu há muitos anos que não vou ás festas da minha terra que acontecem sempre no último fim de semana de julho.. E são em honra de nossa senhora da assunção , padroeira da terra,dizem. A ser verdade , cá para mim a santa tem andado um pouco descuidade na protecção da terra e dos seus habitantes.. Ai que heresia! Um abraço, Ell

Santa disse...

Oi, ASN

notícias da Santa.

Amanhã faz a primeira revisão da cirurgia. Ela ainda sente algumas dores, está tensa, chateada. Mesmo assim lembrou dos leitores do blog e pediu que eu transmitisse os agradecimentos pelo carinho recebido.

(Santinha, a estagiária)

Carlos Ponte disse...

Amigo António, não era necessário dar-se ao trabalho de voltar a escrever. Dessas coisas acontecem a todos e eu entendo perfeitamente, de qualquer modo agradeço a sua gentileza. Aproveito para lhe desejar umas boas férias e já agora, divirta-se nas festas "da terra". A propósito, será do céu azul que lhe fica por trás, ou essa araucária está assim a modos que acometida de tísica.
Um grande abraço cá de cima,
Carlos Ponte

Boaz Gabriel disse...

Olá António,
Vi que tem um link no seu blog para o meu, no entanto devo assinalar uma correcção no nome do dito blog. É "Clara mente, o blog do Canhoto", e não "Claramente, o blog do canhoto".
Tudo de bom. Abraços batalhenses de Israel, Boaz Gabriel